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Os super poderes

Pergunte aos pesquisadores da Escola Médica de Harvard quantos sentidos nós humanos temos e você vai receber uma gama de respostas distintas. Esta falta de consenso não se limita a Harvard. Neurologistas e outros profissionais que estudam a percepção, discordam há muito tempo sobre o número dos sentidos  que nos ajudam a navegar pela vida.

Ninguém duvida dos cinco grandes.  Visão, audição, olfato, paladar e tato tem sido listados desde os tempos de Aristóteles. Do aroma do fermento no pão recém assado, à sensação sedosa de uma gola de pele, ao por de sol em vibrante Technicolor, a maioria de nós continuamente experimenta o mundo através dos principais sentidos.

Atualmente, muitos neurologistas reconhecem outros sentidos humanos adicionais.

Sentido de equilibrio: Se você está descendo uma rua ladeira ingreme , este sentido- também conhecido como equilíbrio, lhe ajuda a se manter em pé. Embora a visão ocupe um papel importante no sentido do equilíbrio, o sistema vestibular do ouvido interno é o principal responsável.

Nocipercepção: Se você já tocou  uma chaleira quente ou deu uma topada no seu dedão do pé, então está familiarizado com a nocipercepção, o sentido da dor. Recentes pesquisas mostraram que o que antes era visto como uma experiência subjetiva ligada ao tato,é de fato um fenômeno distinto que corresponde a outra área específica do cérebro.

Propriocepção: Feche os seus olhos e toque seu nariz com o indicador. A menos que você sofra de um déficit deste sentido sinestésico, você saberá onde sua mão está, mesmo que você não possa vê-la. Este sentido, a consciência de saber onde as partes do seu corpo estão, soa meio bobo – até que você considere que sem êle, você teria que constantemente olhar os seus pés para se assegurar que eles estão firmes no chão.

Termocepção: Você sente um friozinho no ar, então veste um casaco para ir ao trabalho. Mais tarde você entra no seu escritório, quente, e tira o casaco. Isto é a termopecepção, o sentido que permite perceber calor e frio e se relaciona com os sensores em sua pele que protegem você de congelar ou de assar.

A percepção do tempo: Não há dúvida de que a percepção do tempo pode ser subjetiva: 3 horas gastas numa festa com amigos parece passar muito rápido, enquanto que 3 horas de reunião se arrastam. Nosso senso de tempo é embasado na biologia. Pesquisas mostram que a glândula basal e outras partes do cérebro são responsáveis por esta percepção.

Interopercepção: Quando levamos em conta a percepção interna, temos ainda muito mais sentidos. Isto se conecta com os receptores sensoriais encontrados nos órgãos internos, tais como os que estão no pulmão e controlam a taxa do nível respiratório.

Entretanto talvez os mais fascinantes sejam os sentidos que não temos.Todos nós não gostariamos de enxergar no escuro, ou detectar campos magnéticos ou elétricos? Para  os humanos estes são os sentidos de domínio dos super heróis. Eles ainda são uma vantagem natural em alguns animais. Cachorros tem um extraodinario senso olfativo. Bloodhounds, por exemplo, tem narizes mais do que 100 milhões de  vezes mais sensíveis do que os nossos.

Gatos podem ver com apenas 1/6 da luz que nós necessitamos, morcegos e algumas serpentes percebem em infravermelho, e abelhas e libélulas podem ver em ultravioleta.

Pássaros e abelhas navegam- e migram- baseados na sua percepção de campo magnético. E tubarões podem perceber mudanças nos campos elétricos assim como os ornitorrincos.

Estas e outras habilidades se mantém como uma fantasia para nós humanos.  Por ora temos que continuar a confiar nos nossos 5 sentidos padrões. Ou serão eles 10? Ou 16?

 

 

 

 

 

Texto adaptado a partir de informações  do site

http://harvardmedicine.hms.harvard.edu/fascinoma/fivesenses/beyond/extra.php

 

 

 

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