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“Congado e os ritos da memória” por Alex Salim

Congado é uma das manifestações de cultura e de fé mais populares no Brasil.

Antônio Pires, um jesuita importante da época, foi um dos primeiros a descrever, em 1552, que os negros africanos de Pernambuco se reuniam, com frequência, em congregações e organizavam procissões religiosas, das quais os brancos não participavam.

O lendário escravo, Francisco da Natividade, conhecido como Chico-Rei, foi um dos responsáveis pela fundação do Reinado de Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto, MG.

Chico-Rei também foi responsável pela construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, santa católica protetora dos negros

Com uma igreja própria, os negros escravos podiam, então, orar e organizar suas procissões. Usavam seus instrumentos musicais

e podiam então dançar, cantar.

Nesta manifestação, que acontece desde aqueles tempos até os dias de hoje, os componentes do congado usam trajes especiais para representar seus ancentrais

 

 

 

 

 

 

 

Um rei e uma rainha, um príncipe e uma princesa, embaixadores e outros representantes negros estão sempre presentes nesta manifestação.

 

 

 

 

 

 

 

 

Com características e datas próprias de cada região, o Congado é festejado em quase todos os estados brasileiros, mobilizando multidões de congadeiros e admiradores. Mas é em São Paulo e, principalmente, em Minas Gerais que encontramos o maior número de grupos ou guardas de Congado, o que tem garantido a continuidade desta tradição cultural até os dias de hoje.

 

pesquisa de texto: Mauro Eustáquio Ferreira

Aqui um trecho da palestra de Alex Salim no festival divino reinado

aqui uma apresentação de congado

 

Mineiro, Alex Salim é fotógrafo documental e viveu na cidade de São Paulo por quase 30 anos e atualmente mora no Rio de Janeiro. Há mais de 20 anos, desenvolve projeto para divulgar aspectos da cultura negra ainda pouco conhecidos nos grandes centros do Sudeste, visando preservar a identidade cultural étnica. Participou de exposições em centros culturais do Brasil, Dinamarca, Itália e Inglaterra. Além disso, tem diversas publicações em veículos nacionais e internacionais, como a Time -USA e a Panorama – Panamá, Cinco livros de arte, autorais além de ter participado de centenas de livros didáticos e paradidáticos.

 

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