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A guerra dos mundos por Orson Welles

Era o  dia 30 de outubro de 1938, uma véspera de Halloween. Devia ser uma noite como todas as outras. Assim como milhões de outras pessoas em todo o planeta, os americanos encerravam seu dia ouvindo rádio. Por volta da 20 horas iniciou-se a transmissão da adaptação  de Guerra dos Mundos,de H.G. Wells, com a apresentação   de Orson Welles  Em menos de uma hora, parte da audiencia dos  Estados Unidos acreditava que  estavam sob ataque de forças alienígenas. Orson Welles, entrava para a história.

A tensão foi construída cuidadosamente. A transmissão interrompia a programação normal de forma crescente, utilizando entrevistas com autoridades e uma nervosa descrição do monstro saindo do cilindro de metal. O primeiro confronto terminou com 40 mortos, anunciavam. No segundo ataque, sete mil homens do exército, armados com rifles e metralhadoras, foram aniquilados com raios de calor. Novos cilindros foram localizados. Os marcianos prosseguiram para Manhattan, destruindo e matando com gás venenoso, enquanto a Inglaterra, França e Alemanha ofereciam ajuda. A situação era desesperadora.

Houve  pânico generalizado, telefonemas desesperados para a polícia, grupos armados saindo pela noite em busca dos marcianos, pessoas cobrindo as janelas com panos úmidos e americanos preferindo o suicídio à morte por gás venenoso. O país acreditava estar ouvindo uma descrição real de uma invasão espacial. Um depoimento simulado do ministro do Interior dizia que as pessoas deveriam sacrificar a própria vida para que fizessem prevalecer a raça humana.


Ainda que pequeno em relação ao que hoje se imagina, o pânico gerado pela transmissão da” Guerra dos Mundos” estava nos jornais no dia seguinte. A Comissão de Comunicações do governo exigiu uma cópia do programa para análise, e o Senador Clyde L. Herring divulgou à imprensa sua intenção de levar ao Congresso uma lei para regular as transmissões de rádio. A preocupação chegou ao Canadá, onde a transmissão foi ouvida e recebida com o mesmo alarme. Em Londres, H. G. Wells reforçou o coro das reclamações dizendo que não havia dado permissão para alterar sua obra, de modo que a história pudesse ser vista como fato e não como ficção.

Nos meses que se seguiram, Welles e a CBS foram objeto de centenas de ações judiciais em busca de indenização, nenhuma delas bem sucedida. A repercussão e a súbita fama asseguraram a Welles um contrato que o levou a dirigir “Cidadão Kane”.

fonte: site omelete/uol

Veja aqui parte da  narração, com legenda

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