Andre feliciano Jardineiro

O TEMPO DA NATUREZA QUE FOTOGRAFA por André Feliciano Jardineiro

 

 

Posar significa “se relacionar diretamente”.
Quando posamos para uma câmera fotográfica, geralmente paralisamos –  sorrimos e esperamos -, pois a imagem resultante também será paralisada. Quando posamos para uma câmera de vídeo, ao contrário, posamos em movimento – acenamos, falamos alguma coisa -, pois a imagem resultante também será em movimento. De certa forma quando posamos para algo, tentamos nos relacionar diretamente, imitando a linguagem daquilo que estamos posando para.

 

 

Nesse sentido,   quando a natureza nos fotografa, como que posamos para ela? Será que tentamos imitar a linguagem da natureza  para nos
relacionar diretamente? E assim, tentamos descobrir o que de natureza humana temos?

 

Essa  natureza que nos fotografa não nos paralisa. Ela nos fotografa mas não registra  nossa imagem. Ela nos fotografa e apenas está ali, criando uma oportunidade para sermos fotografados naturalmente: como não há uma imagem resultante, ela não nos julga e apenas se oferece para registrar toda nossa poesia.

Quando uma natureza desse tipo nos fotografa o tempo não para, mas continua. Pelo contrário, quando somos fotografados por algo que estimula nossa natureza, o tempo aumenta junto com toda poesia que desse encontro brotou!

André Feliciano Jardineiro
Sou jardineiro de arte.No campo das artes existem várias profissões, como historiador, critico, artista e jardineiro. Cada uma tem uma relação específica com o tempo da arte. O historiador estuda o passado da arte, o crítico utiliza os conceitos estabelecidos durante a história para analisar o presente da arte, o artista produz a contemporaneidade da arte, e o jardineiro cultiva o futuro.
Então, eu cultivo a arte da atualidade para que um dia possa brotar uma arte “pós-contemporânea”, Florescentista.

 

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