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O TEMPO NÃO ANDA PARA TRÁS por Matheus Lobo

O tempo na física é considerado como uma dimensão, tal como o espaço. Na verdade, ele é diferente de espaço em pelo menos dois aspectos.
Primeiro, só conseguimos viajar no tempo para frente e, nunca, para trás. Segundo, de acordo com a relatividade especial de Einstein, o tempo pode dilatar, enquanto o espaço pode contrair, em situações especiais de movimento.

De certa forma podemos associar o tempo com a ideia de movimento. Podemos ter o tempo passando, mesmo sem estarmos em movimento (no espaço), mas não podemos ter movimento (no espaço) sem que o tempo passe. Existe uma “meia-exceção” a esta última regra que ocorre quando olhamos para o fóton, a partícula (e onda) da luz. No referencial do fóton, tudo se passa como se o tempo não existisse ou como se o tempo estivesse congelado. Isso porque a luz viaja na maior velocidade possível! Os físicos não comentam muito sobre esse assunto, em parte porque (acho que) têm medo e a outra parte é porque não sabem exatamente o que ocorre nesse referencial tão especial.

De qualquer forma, tempo está associado, também, com energia. Esse ponto é consenso na física e em nosso dia a dia. Tudo o que fazemos leva mais (ou menos) tempo (ou energia). Podemos usá-los – tempo e energia – como sinônimos.

O tempo, ao meu ver, é ainda um grande mistério. Muitas perguntas ainda não foram respondidas. Por que não podemos viajar (para trás) no tempo? O que acontece no referencial do fóton? Existem outras dimensões temporais? Existe algum significado (físico) para tempo imaginário (no espaço dos números complexos)? O tempo teve início? Essas  são algumas questões para refletirmos.

 

 

Matheus Lobo é Doutor em Física Teórica.
Coordenador do Café Quântico. Empreendedor Social.

http://www.cafequantico.com.br

 

 

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