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MOVE YOUR ASS – NO FUR!!

 

Há aproximadamente 50 anos, a atriz francesa Brigitte Bardot denunciava ao mundo a maneira desumana e truculenta com que bebês focas eram mortos, para a extração de suas peles. Ao se tornar uma ativista pelos direitos dos animais, a atriz afirmou que usaria  sua fama e prestígio para acabar com esse comércio,  tão cruel e desnecessário.

Brigitte Bardot

Desde então, vídeos e campanhas de conscientização acerca do assunto foram vistos por milhões de pessoas e infelizmente ainda hoje,- apesar do amplo acesso a informação-, estilistas utilizam essa matéria-prima, numa atitude que está longe de ir ao encontro das mudanças de hábito e consumo que o planeta exige.

O milionário mercado das peles colocou as cobras píton na lista de animais em vias de extinção e ainda confina e tortura outros 40 milhões anualmente.
O uso de peles naturais parece tão distante da realidade tropical brasileira que é difícil acreditar que ocupamos o segundo lugar mundial na produção de peles de chinchila. Diversas marcas nacionais quando fazem suas pesquisas para a seleção do que será copiado dos desfiles internacionais, incluem peças em pele entre os artigos eleitos.
Segundo dados fornecidos pela ACHILA, os negócios com pele movimentam U$ 12,6 milhões por ano.  O Brasil exporta cerca de U$ 750 mil por ano, especialmente para o Canadá, Estados Unidos, Japão e Itália. Estima-se que o Brasil poderá chegar a U$ 1,4 milhões por ano, correspondendo a mais de 11% de toda a produção mundial.

A partir destes dados e com o objetivo de combater o consumo inconsciente, o Move Institute  tem realizado desde 2010. ações pelo fim do uso de peles no Brasil.
Ao usar a arte e o design como principais ferramentas de sensibilização, conseguimos reunir nomes representativos de diversas áreas criativas em prol do fim desse mercado.

move ação spfw 2010

No ano de 2011 o estilista Ronaldo Fraga foi o primeiro a aceitar nosso desafio de falar pelos animais, e através de uma ilustração pudemos idealizar uma instalação que lembrou estilistas e espectadores de como os animais são cruelmente torturados para a confecção de casacos de pele.

exposiçào Ronaldo Fraga

No ano seguinte, durante a semana de moda paulista, foram distribuídas máscaras da atriz Brigitte Bardot que convidavam os espectadores a se posicionarem e agirem em nome dos animais. Uma importante ferramenta nessa ação foram as redes sociais que serviram como meio de proliferação das idéias ativistas contra o uso de peles.

Rita Lee aderindo a campanha no Instagram

Em pouco tempo conseguimos uma grande rede cyber ativistas, que foram responsáveis pelo comprometimento de marcas como a Arezzo e a Iódice, a não mais usar peles em suas coleções.

As marcas nacionais que insistem no uso de peles, tais como Animale, Pedro Lourenço, Brooksfield Donna, Cris Barros, Huis Clos, Carlos Miele, Reinaldo Lourenço entre outras,  têm seus perfis invadidos por comentários de pessoas que cada vez mais se sentem confortáveis no papel de cyber ativistas,  dispostas a darem sua opinião e incomodar o marketing das empresas exigindo explicações e mudanças.

Em 2012 o Move realizou uma grande exposição com a colaboração do designer José Marton que idealizou uma toca que abrigou 60 raposas. Tais raposas foram interpretadas por diferentes nomes da arte, design, moda, fotografia e televisão, tais como, Nelson Leirner, Nelson Motta, Ziraldo, Isabela Capeto, Mario Queiroz, Felipe Morozini, Guilhermina Guinle, entre outros. O protesto artivista ao comércio de peles no Brasil, recebeu um grande número de visitantes durante sua estada no Conjunto Nacional, na avenida Paulista.

 

No Fur - exposição conjunto nacional

 

exposição conjunto nacional

Na ocasião foi dado inicio ao recolhimento de assinaturas para a petição que prevê o fim da importação e exportação de peles no Brasil que ainda está em andamento.

assine você tambem a petição!

Em 2013 lançamos uma coleção de toy papers inspirados nos estilistas que acreditam que o lucro esteja acima da ética, eles foram chamados de Fashion Monsters e serão durante todo este ano distribuídos pela cidade de São Paulo, informando a todos, quais os estilistas brasileiros que se posicionam a favor da morte de animais para a confecção de roupas.

fashion monsters

É necessário que os consumidores exijam uma postura ética das marcas, que busquem produtos que estejam alinhados às necessidades globais de sustentabilidade, preservação do meio ambiente e respeito à vida dos animais.

Thaila Ayala - spfw 2013

As ações do Move continuarão até que seja declarado o fim do uso de peles no Brasil, se você quiser colaborar conosco para o fim deste comércio fale pelos animais, aborde pessoas que utilizam peles e marcas que não ficam constrangidas em comercializar esse tipo de produto.

 

 


O Move Institute convoca a arte, o design, a cultura, para organizar ações e projetos que gerem polêmica em questões relacionadas à proteção animal. O trabalho é focado na transformação de hábitos, trazendo à sociedade uma clara visão sobre problemas do convívio homem-animal: confinamento, maus tratos, venda, adoção, abandono, exploração.

 

Site – www.moveinstitute.org

Facebook  https://www.facebook.com/messages/1380529047#!/pages/Move-Institute-For-The-Animals/156321831093244

Petição on line http://www.avaaz.org/en/petition/Proibicao_da_exportacao_importacao_e_venda_de_peles_no_Brasil/?fjYLEdb&pv=2O

PARA QUEM TIVER MUITO ESTOMAGO, PORQUE É DURO DE VER
Vídeo informativo  Move NO Fur
http://vimeo.com/51650495

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