animais e a psique - capa do livro

OS ANIMAIS E A PSIQUE por Roseli Ribeiro Sayegh e Maria Helena Monteiro Balthazar

 

No estudo da psique sob o enfoque da psicologia analítica de Jung percebe-se a frequente presença e importância dos animais na produção cultural de indivíduos de diferentes partes do mundo, assim como nos sonhos, desenhos, fantasias e outras expressões do inconsciente. Por essa razão é extremamente relevante pesquisar e analisar as diferentes maneiras que a psique humana se manifesta e se incorpora nas formas animais.

O animal é um dos símbolos mais poderosos para o ser humano, tanto na vivência interna quanto externa, estando presente não só na expressão individual, mas num sentido mais amplo, na expressão da cultura por meio dos mitos, dos contos, do folclore e da arte.

Na busca da compreensão de si mesmo é essencial entender os animais e seu significado simbólico, para que se possa elaborar os instintos e ampliar a consciência.

À medida que o desenvolvimento do indivíduo espelha o da espécie, constata-se no ser humano a recapitulação da vivência das fases evolutivas da vida animal. Simbolicamente, os animais são uma parte do homem, que contém em si todos eles.

Dentro de nós existe o lobo, o carneiro, a onça, a raposa, etc…, e assim podemos identificar no comportamento humano muitos aspectos que traduzem a energia e a força de diferentes animais, o que se verifica nas expressões populares tais como: “ter uma fome de lobo”, “manso como um carneiro”, “bravo como uma onça”, “esperto como uma raposa”.

A relação do homem com o mundo animal aponta para a relação entre sua consciência e seus instintos. A maneira como lidamos com essas energias, como as vivemos, como as equilibramos, vai determinar nossa liberdade ou nossa escravidão. A submissão “cega” aos instintos assim como o oposto, a repressão deles, conduz a uma estagnação da consciência. Assim, torna-se imprescindível o diálogo com nossa instintividade, na direção de um equilíbrio interno que nos libera, ampliando nossas possibilidades de ser.

Historicamente, a convivência entre homem e animal vem sofrendo transformações, atualmente revelando-se uma harmonização que se constata no movimento de preservação da vida animal. A atitude predatória correspondente a uma dinâmica de repressão dos instintos, de épocas anteriores, vem dando lugar a uma postura mais humilde de respeito e de reconhecimento do animal como essencial para a sobrevivência do planeta, analogamente sinalizando o despertar da importância da vivência instintiva consciente para o equilíbrio da vida psíquica.

Homem e animal se constituem numa unidade indissolúvel e fundamental para o equilíbrio ecológico.

 

foto banner : imgem parcial da capa do  livro  Os animais e a psique
foto criança e tigre: Adrian Sommeling 

 

                                                                  


Roseli Ribeiro Sayegh
, psicoterapeuta de orientação junguiana e técnicas corporais, professora e supervisora do curso de especialização Jung e Corpo do Instituto Sedes Sapientiae e coautora do livro Os Animais e a Psique – do simbolismo à consciência, volume I publicado em 2000 e volume II no prelo.

 

 

 

 

Maria Helena Monteiro Balthazar, psicoterapeuta de orientação junguiana e técnicas corporais, Mestre em Psicologia clínica pela PUC-SP, professora e supervisora do curso de especialização Jung e Corpo do Instituto Sedes Sapientiae e coautora do livro Os Animais e a Psique – do simbolismo à consciência, volume I publicado em 2000 e volume II no prelo.

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