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AZUIS – 21a. Edição

As placas com o nome de rua são azuis; as mais antigas, azul da Pérsia, as mais novas, azul real. A antena da avenida paulista é azul neon, a sandália havaiana é azul Klein. Yves Klein era artista, francês e se interessava pela teoria das cores. Queria contrariar Aristóteles, cor não é física é espectro é luz, mas Goethe e Da Vinci já tinham dito tudo isso.

Yves Klein

Meio narcisista, batizou o pigmento com o seu nome, International Klein blue, como hoje batizamos com nossos nomes los astros que tiritam azules a los lejos. Já pensou em dar uma estrela à alguém?
Azul da china, azul egípcio, azul provence, azul maya, azul da prussia. A cor do jeans é indigo; o firmamento,  just blue.  Blue é o azul psíquico, a melancolia,  a tristeza da alma.  Em português, “tudo azul” é estar bem, já em alemão “blau werden” significa “ficar azul”, que é o mesmo que estar bêbado. Blues era o que a Amy cantava. Azul marinho é o mar que nunca se cansa, turquesa é o azul que quase quer  ser verde.

Abrilhantam esse AZUIS convidados especiais : Nick Selway, fotógrafo consagrado que nos enviou direto do Haway ondas incríveis; Guyer Salles e suas belas aquarelas maritimas; Carlos Neves e o que um Van Gogh é capaz de provocar; Eliete Negreiros e deliciosos azuis musicais e o  Triste de Alberto Pereira Lima. Ainda : Jodhpur, Picasso, Sandra Cinto e também O tapa da luva, meu  pequeno conto.

Mergulhem prazeirosamente nessa edição !

 

foto banner: Andrey Narchuk 

 

 

 

 

 

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