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EDIÇÃO MAL ESTAR

 

Pode ser que aconteça agora. O degelo no Ártico já permitiu a evasão de gás metano, e basta um nada para que aconteçam explosões equivalentes a dezenas de bombas atômicas. Governos vão e vem, o desmatamento continua; seca, inundação, e o pensamento segue sempre pontual: o selfie, eu, minha família, meu banho, minha segurança. A Amazônia é longe, como também estão longe os refugiados que se afogam num mar que eu não conheço.
As escolas continuam ensinando a extrair a raiz cúbica e o comportamento das gerações é agora ditado por mais um novo desenvolvimento tecnológico, são os jovens   x, y, z.
Os filhos, cada vez mais especializados, continuam dependentes economicamente e não saem de casa e pais exaustos seguem se esforçando em oferecer a felicidade traduzida em bens de consumo. As rotas de fuga como a comunidade, amigos e a natureza são emperradas pelo transito, que não anda, e por discussões cada vez mais polarizadas.

Nesta edição, colaboradores de diferentes áreas apresentam perspectivas sobre o Mal Estar que nos circunda. E, como o que é encoberto sempre ganha força, essa é uma edição de DEScobrimento. Esperamos  que a perspectiva revelada, mesmo que desconfortável, promova reflexão e movimento.

SILVIA MORAES, psicanalista,  violinista e cantora fala sobre as dores de amor na MPB.

MARIA ANTONIA DE CARLI, internacionalista e mestranda em politica, discute a condição de refugiados, imigrantes e o endurecimento da politicas sociais.

BELA GERBARA, arquiteta, visitou o Xingu e se sentiu estrangeira entre os primeiros brasileiros.

SAROLTA KÓBORI, húngara residente no Brasil, apresenta um contraponto entre essas duas culturas

SERGIO WAJMAN, psicanalista e professor, numa releitura do clássico de Freud afirma que O mal está na civilização.    

TANIA LA COMBE artista plástica ,  faz um apanhado cronológico sobre a arte e o incômodo que ela pode nos causar, e

um conto de ELZA TAMAS,  intitulado Os velhos andam olhando o chão.

 

** imagem banner – Inopportune- Stage 2  –Cai Guo-Qiang

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