Arquivo da categoria: Edição 10: A CASA

img_2735

OTHONOM * por Elza Tamas

 

É domingo de manhã e eu pergunto ao meu pai como vai a vida dele.
Minha vida vai muito bem minha filha, muito bem, mas eu quero
ir pra casa, chega de férias. Tem um lugar no seu carro?
Hesito, nem sei o que responder. Tem sim pai, você me ensina o caminho?
Ele para, pensa,  e me diz: infelizmente eu não posso lhe ajudar minha filha, porque eu nunca estive aqui.
Estamos sentados na sala de jantar da casa em que ele vive há pelo menos 30 anos.

Embora rodeado por objetos absolutamente familiares e  reconhecidos  como tal,  ele não se sente em casa. Talvez anseie pela casa da infância, ou a memória amálgama afetiva de todos os lugares casa que o acolheram.
Não sei, mas ele tem insistido que neste hotel, ele não quer ficar mais.

 

*em húngaro a palavra Othonom quer dizer  minha casa, o meu lar, a minha terra, o meu país.

 

foto banner: Elza Tamas – prato escultura Cristiano Quirino

arnaldo- paisagem arquitetonica horizontal

A FRONTEIRA COMO TERRITÓRIO por Arnaldo Battaglini

A vontade de  construir, tecer linhas que configuram espaços, entre o projeto e o objeto, entre o pensado e o construído.

 

Esse devir  construtivo permeia minhas esculturas lineares que gostam de paredes e delas dependem para existir em visualidade plena.

A superfície das  paredes é trazida para dentro do trabalho e nesse campo surgem projeções de sombras, linhas sem matéria, que  escapam e configuram duplas, paralelas ou  diagonais que se desprendem da obra, dançando com as linhas concretas e propondo  outros desenhos .

A percepção do  espaço trazida para esta fronteira onde a representação fica lado a lado com a  apresentação do espaço,  é para mim uma das motivações para explorar  este  território.

Cubo, Casa,  Espaço que contém algo entre planos , paredes, ou aberto entre linhas

 

 

Créditos
foto banner:Paisagem arquitetônica   2010  metal não ferroso , pintura eletrostática  70×170 cm
foto 2  Cescon Advocacia,  e-tower, Rua  Funchal,  SP
foto 3 e 4   Cubo Sombra obra permanente  2005  Sesc Santana,  SP
Arnaldo Battaglini  frequentou a Wimbledon School of Art e a Middlesex Polytechnic onde estudou desenho, gravura e pintura.
No Morley College  foi aluno da artista gravadora britânica Birgit Skold. Em 1978 recebeu o prêmio pintura na Chelsea
Art Society e realizou  sua primeira individual de desenhos, aquarelas e gravuras na Loggia Gallery no final do
mesmo ano. Ao retornar ao Brasil aprofundou-se na prática da gravura em metal frequentando a Aster , Centro de Pesquisas em Artes Visuais sob orientação de Regina Silveira e posteriormente o estúdio Sérgio Fingermann .
Dedicou-se  à atividade didática em desenho e gravura entre 1982 e 1989 , ministrando vários cursos em espaços
culturais e faculdades de artes plásticas . Foi responsável pelo Atelier de Livre Criação em Artes Plásticas do Museu Lasar Segall entre 1984 e 1989 .
Entre os prêmios nacionais destacam-se o prêmio aquisição da Mostra Anual da Gravura em Curitiba em 1981, prêmio aquisição gravura 1987  pelo Museu de Arte Contemporânea do Paraná, prêmio gravura no Panorama da Arte Atual Brasileira – Papel,  realizado no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1990 e o premio ´Obra Pública para o Parque de Guaira´ em 2006. O
artista, reside e trabalha em São Paulo e expõe regularmente no Brasil e no exterior.
www.battaglini.com.br

 

Exposição Arnaldo Battaglini
Desenhos e Esculturas

Dia 5 de junho de 2012 às 20h
Estudio Buck
www.estudiobuck.com.br
Rua Lopes Amaral, 123 | São Paulo, SP | Brasil | 04544-040

atelier giacometti (3)

ATELIER, A CASA DA ARTE E DO ARTISTA por Beto Palaio

 

Pollock em seu atelier

Um atelier é a casa temporária da arte. A  arte voa, assim como o pensamento voa. Não se sabe exatamente de quem é esse aforismo de que o pensamento voa (il pensiero vola), alguns afirmam que é de
Petrarca, mas na realidade, dentro do atelier, a casa do fazer artístico, as  vezes tanto faz se o pensamento voa ou não. A casa-atelier é onde mora o  estilo, a exigência de continuidade que vai de um trabalho à outro em vôo de
codorna com seus pulinhos comedidos, em vôos de andorinha, com seus voejos  circenses, ou em vôo de condor, com o imaginativo da arte cedendo espaço ao  raro “imago ignota”, a imagem desconhecida. Da mão para a boca, certa vez  afirmou o artista Bruce Nauman ao refletir sobre a arte que se faz mundanamente. É fato que na casa-atelier pensa-se muito na sobrevivência  (porque não?) nas contas pagas, no licenciamento do carro, na escola do filho  mais novo. Entretanto é ali que se dá o milagre do rompimento da realidade com o mundo imaginativo e, quase sempre, reacionário.

O barquinho vai, a  corzinha cái. Sabemos que durante um bom tempo o atelier de Claude Monet foi um barco adaptado para que ele ali morasse e pintasse. Um atelier sem lugar certo. Uma casa, símbolo de assentamento do homo sapiens, sendo levada pelo Rio Sena com toda poesia que é a escolha do assunto a ser tratado na pintura. A recuperação do ato cigano de ser artista foi vivida por Monet em passeios infindáveis, com a tardinha caindo, ou com as saborosas manhãs se descortinando para que suas telas evocassem todo o lirismo por ele, o artista, procurado.

atelier Francis Bacon

 

Eis em contrapartida uma visita ao atelier do pintor Francis Bacon, puro caos em  sua assertiva de que o que valia era o resultado da barafunda em arte ou, em comparação, um atelier totalmente “clean” de um pintor como Piet Mondrian.

atelier Mondrian

É o  momento da criação sendo acobertado pela crença de cada um naquilo que Ezra  Pound afirmou como “a antena da raça”. O atelier como a concha que faz brotar a criação e o que mais se preza na cultura acumulativa do ocidente: a obra de arte!

 

foto Banner: Atelier Giacometti –

 

Beto Palaio é um profissional de criação em propaganda que se tornou editor de revistas e catálogos de arte a  partir dos anos 90. Ele próprio é um aquarelista premiado em várias exposições desde 1980. Recentemente, nos anos 2000, tem se dedicado à literatura e tem escrito centenas de contos e novelas.

 

img_2958 (2) noemi

ORAÇÃO PARA A CASA por Noemi Jaffe

 

Deus, que está no céu, e que dizem ser onisciente, onipotente e onipresente: faça com que minha casa tenha muitos potes e que em cada um deles caiba uma tampa correspondente; faça também com que, em vários destes potes, haja um pedaço de torta de espinafre, uma fatia de pizza de muzzarela no máximo de anteontem e um resto de suflê de cenoura. Faça com que as roupas de lã não juntem bolinhas de pelo e que, se isso acontecer, que naquele momento eu tenha um daqueles rolos com velcro que é só passar e as bolinhas somem. Outrossim, peço também que haja um cachorro vira-lata e que ele não tenha muitas roupas, mas ao menos um agasalho e, este sim, poderá até juntar bolinhas de pelo. Não peço muitos banheiros, mas sim que em cada um  deles haja um recipiente apropriado para as escovas de dentes e que eu me lembre de trocá-las quando as cerdas cederem, porque acontece frequentemente que eu me esqueça. Que na geladeira haja, mesmo depois que eu volte de uma viagem, ao menos ovos, um resto de arroz, tomates e alguma fruta. E por favor, eu imploro, que essa fruta não seja maçã que, apesar de nutritiva, é uma fruta tão sem graça. Peço que sempre haja, nas gavetas do banheiro: uma pinça, duas tesouras de tamanhos diferentes, esparadrapo, band-aid, aspirina, soro e líquido de dakin. Admito que haja panes elétricas, pintura descascada e até rachaduras, mas por favor, eu lhe rogo, vazamentos não. Que numa tarde chuvosa de domingo, quando eu estiver sozinha e já tiver ido ao sacolão, corrigido lições e escrito duas resenhas, eu descubra, na prateleira do corredor dos quartos, aquele suplemento de jornal que eu vinha procurando há algumas semanas e que tem um artigo que eu queria tanto ler. Que a minha casa tenha uma bagunça mediana, não demais a ponto de inviabilizar o trânsito nem de menos a ponto de parecer inabitada. Que os documentos não fiquem espontaneamente mudando de lugar e desaparecendo das pastas e que haja pastas, muitas pastas, mas que eu me lembre de colocar nelas etiquetas indicando seu conteúdo. Que aqueles documentos desaparecidos combinem, uma vez a cada dois meses, de aparecer junto com as chaves, as meias e as fotografias do casamento dos meus pais. Rezo, enfim, Senhor, e sem negligência pelo móvel que há tanto tempo e tão fielmente me serve, que num dia, num dia nem tão distante, eu possa adquirir uma cama como a do hotel em que me hospedei apenas por uma noite em uma cidadezinha da California. De resto, meu Deus, agradeço-lhe com veemência que, logo aqui, a duas quadras desta que chamo de casa, mas que na verdade é como uma casca de mim, um ótimo estofador tenha aberto seu estabelecimento e que tenha consertado, com muito esmero e por um preço bastante justo, o meu sofá.

 


Noemi Jaffe é escritora, professora de  literatura brasileira e crítica literária.
Colabora com a Folha de S.Paulo e  escreveu Todas as coisas pequenas (Hedra), Quando nada está acontecendo
(Martins) e Do princípio às criaturas (CAPES/USP) entre outros.
Mantém o blog  quando nada está acontecendo:
http://www.nadaestaacontecendo.blogspot.com.br/

 

foto: João Bandeira

 

 

 

foto Banner: Elza Tamas

zanine antiga residencia do arquiteto na joatinga, rio de janeiro foto hugo segawa

ZANINE! por Luís Antonio Magnani

 

Tive a oportunidade de passar um bom tempo visitando e documentando as  obras do arquiteto José Zanine Caldas, fazendo a curadoria de duas exposições a  seu respeito e com isso conhecendo mais de perto seus trabalhos e, talvez  porisso, sinta dificuldade em resumir o que foi sua colaboração para a arquitetura e o design brasileiros.

Registrar detalhadamente em livro o seu trabalho ainda é uma dívida que  temos para com ele e uma falha na nossa historiografia arquitetônica.

Talvez uma lista de realizações pudesse friamente tentar retratá-lo, mas  não seríamos justos com este baiano de temperamento explosivo, como relataram vários  de seus amigos, que conquistou seu espaço a custa de um trabalho intenso e um  talento desconcertante. Temos que falar mais calorosamente.

Trata-se de um personagem múltiplo, heterodoxo, um outsider, enfim, uma pessoa incomum. E como é bom poder falar de  pessoas incomuns num momento de mesmices.

Nas poucas conversas que tivemos, já na sua velhice, ouvi dele uma  explicação sobre as qualidades das madeiras que não me sai da memória. Ele as  comparava ao seu próprio corpo, as fibras, os ossos, o sangue, as veias, com  uma intimidade tal que as imagens chegavam a se misturar.

Zanine atuou num período memorável em que a arquitetura brasileira tinha repercussão  internacional. Éramos “modernos” ao nosso modo e o mundo gostou disso!

Não tendo formação  acadêmica, foi um autodidata.

Seu  trabalho promoveu a integração entre a experiência artesanal tradicional  brasileira e as descobertas da arquitetura modernista com grande adequação e  naturalidade. Também produziu móveis montáveis em escala industrial através de  sua fábrica “Z”.

No final  dos anos 60, interviu contra as práticas de destruição sistemática das  florestas, criando seus “móveis denúncia”, esculpidos em troncos resgatados das  queimadas nas áreas de destruição da Mata Atlântica.

Zanine foi  paisagista, construtor de maquetes, escultor, moveleiro e arquiteto. Dotado de grande habilidade em construir em harmonia com o ambiente, realizou obras em lugares paradisíacos do Rio de Janeiro. Casas debruçadas nos sensuais morros da Joatinga, cercadas de florestas com o mar gritando à janela.

Zanine amava a  madeira, e foi um dos pioneiros a utilizá-la de forma sistemática na  arquitetura, enquanto a corrente predominante dos arquitetos usava o concreto armado.  Construiu dezenas de casas para  artistas, intelectuais e personalidades em várias partes do Brasil.

Foi controverso. Os  corporativos quiseram impedí-lo de trabalhar pela falta do diploma, o que  causou a reação de Lúcio Costa que interviu por ele. Foi chamado de “Mestre da Madeira” pela elite intelectual e artística e recebeu medalha de prata da Academie  d’Architecture na França – onde morou e lecionou – e posteriormente o  título de arquiteto honoris causa  pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil como reconhecimento por sua obra.

Festejado  por mestres como Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Sergio Bernardes e Oswaldo  Bratke, formou, junto com Joaquim Tenreiro e Sergio Rodrigues a chamada “trindade” da madeira no Brasil.

Zanine é,  em sua polifonia, um brasileiro de agora. Seu trabalho não tem data. Suas obras  tem espírito. Sobreviverão ao tempo.

 

 

 

Luís Antonio Magnani é arquiteto e restaurador de bens culturais com especializaçao em Florença. Atuou nos restauros do Complexo daFigueira do Gasômetro de São Paulo, Planetário do Ibirapuera  e das escolas estaduais “Caetano de Campos” em São Paulo, “Instituto de Educação” em Pirassununga, “Cardoso de Almeida” em Botucatu e ”Orozimbo Maia” em Campinas, entre outros projetos. Coordenou o plano de Preservação do centro histórico de Pirenópolis. Atualmente desenvolve o projeto de restauro do Parque Modernista. Foi curador das exposições “Ver Zanine” e “A fábrica e o formão”, sobre a obra do arquiteto José Zanine Caldas.É coautor dos livros “Complexo do Gasômetro, a energia de São Paulo” e “Caminhos do Patrimônio Cultural – 3 roteiros em São Paulo”.

 

Links relacionados:

http://www.acasa.org.br/zanine/index.html

http://www.vitruvius.com.br/arquiteturismo/arqtur_02/arqtur02_02.asp

http://www.vivaocentro.org.br/noticias/arquivo/220208_a_click1.htm

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL305531-5605,00-RESTAURADA+ANTIGA+SEDE+DA+COMGAS+SERA+ABERTA+PARA+VISITACAO+EM+SP.html

 

 

 

meucorpo

SEU CORPO, SUA CASA por Mary Jane Paiva

 

 

Muito se fala de corpo, não? Ele é chamado de corpo do pecado, da estação, da moda, de sarado, perfeito, e por aí vai. Mas, vou falar do corpo como casa, do corpo que você habita, em que você vive. E tomarei como base a ciência/teoria de W.Reich (1897-1957), psiquiatra e psicanalista,criador da psicologia corporal, que estudou o corpo,a mente, a energia; e a integração e relação dessa tridimensionalidade resumida no corpo. Reich defendia que o corpo doente é a fonte das doenças psíquicas. Difundiu a unidade funcional entre o físico e o psíquico, e a teoria de que o corpo abriga nosso ser e as histórias das nossas relações afetivas ao longo da vida.

A partir daí soube-se que desde a fase intra-uterina, quando nosso corpo era abrigado no de nossa mãe, dentro do útero (essa espécie de nave espacial que nos trouxe a terra, deu a luz, o início, o fim e o meio) nossa história vai sendo inscrita em nosso corpo, que é a casa de todos os nossos sinais gravados, como diz o italiano Dr.Gino Ferri, psiquiatra e analista reichiano. Ou seja, a forma como desenvolvemos nosso sistema neuroafetivo e como lidamos com nossa troca afetiva, a partir do útero até final da puberdade, define nosso caráter.

Até o temido e  comentado estresse pode ser resultante de tal fase, que influi ainda no quanto e como recebemos as gratificações que vão determinar nossa forma corporal, nosso comportamento e nosso jeito de agir e reagir na e à vida. Mas é claro, que um bom pai e uma boa mãe também exercem grande influência.

O fato é que existe sim relação entre o modo como você habita seu corpo e a forma como leva sua vida. Desde o útero não há nada que passe por sua vida sem passar pelo seu corpo, sabia? Com ele você sofre e goza, expressa o seu desejo, o seu medo, revela seu carinho,denota sua tristeza e todas as suas percepções, sensações e emoções.O corpo ainda pode suprir todas as suas necessidades e atender aos seus desejos. Nenhum sentimento,pensamento, sonho,projeto, criação ou realização existem sem o corpo. Isso posto, o enigma é: você pertence ao seu corpo, ou o seu corpo te pertence?

Para responder essa questão é preciso perguntar outras. Você sabe dizer como ocupa o seu corpo? Definiria o modo como vive nele?

magritte

Fica mais na cabeça, é mais racional ou intelectual? Se sim, isso quer dizer que usa muito o escritório do seu corpo. Mas, você se lembra de ir ao jardim? Como areja sua moradia, quero dizer, como você respira? Tem portas e janelas amplas? Ou a abertura é limitada e a respiração da casa presa onde o ar é mais denso e poluído? E como vai seu apetite? Come em excesso ocupando uma boa parte do seu tempo na cozinha? Você gosta de se mexer e se exercitar? Acha a sua casa (corpo) barulhenta e agitada? Ou calma e serena? Costuma convidar os amigos para te visitar? Como é a sua sala de visita ? Como você se organiza para receber pessoas em sua casa? Tem espaços para intimidade? Gosta de ficar em casa? Sente a sua casa confortável e aconchegante? Tem quintal ou jardim e gosta de tomar sol? Sente sua casa pequena, apertada e insegura? Quais são os bloqueios e defeitos desta casa? A rede de esgotos funciona? Precisa de reforma? Qual área é a sua preferida? Gosta de enfeitá-la e cuidar dela para que não se deteriore? É uma casa funcional que tem calor, movimento e inteligência afetiva?

Sim, o corpo é uma casa como a sua, que precisa de cuidados, lugar onde circula e flui energia. Se você possui dores crônicas musculares, logo sua casa precisa de manutenção. Frio? É bom aquecer o corpo com energia amorosa.  Mas é bom olhar para trás também. Para Existir, Querer, Escolher e Afirmar quem somos, precisamos de um bom desenvolvimento e funcionamento, de uma casa com uma boa fundação para que possamos explorar nosso potencial natural  e desenvolver nossa identidade.

A casa ideal, ou o corpo ideal, é aquela/ aquele com estruturas sólidas, calor, aconchego e ventilação. Mais: com um bom sistema de alarme que deve ser atendido a cada ressoar. É construída em um terreno seguro onde há sol, água e rede de esgotos, ou melhor, com garantia de dignidade. Possui uma etica  natural afetiva e   a estetica harmonica.E serve como lugar de possibilidades e alternativas para se viver o sentimento de humildade, humanidade e humor. E que analogicamente tenha cabeça, peito e pélvis relacionados e integrados que podem trazer como resultado a alegria de viver  e prazer.

Está tudo bem em sua casa?

 

Mary Jane A. Paiva  é psicologa clínica,  psicoterapeuta e analista reichiana. Diretora da  Sovesp(Sociedade de orgonomia e vegetoterapia de SPaulo ), escola coligada a  Siar (Escola italiana de Analise Reichiana).
Elaborou, fez a revisão científica  e o prefácio da edição brasileira do livro italiano  de Genovino Ferri e Giuseppe Cimini: Psicopatologia e Caráter -a psicanálise no corpo e o corpo na psicanálise).
Deu aula no Senac e no curso de Psicologia Reichiana no instituto Sedes Sapientae .

Escreve semanal sobre comportamento no blog:
http://ligia.tv/site/category/Comportamento

 

 

 

Foto Banner: Elza Tamas sobre o trabalho de Elad Lassry – Ghost