Arquivo da categoria: Edição 20: O BICHO

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OS SONHOS ESQUECIDOS por Elza Tamas

São minhas aquelas mãos na parede, assim como são do meu pai, da minha mãe e de todos os que vieram antes e depois.
Há muito, guardamos destinos nas hélices que se escondem nas fendas dos nossos corpos. Desenhamos nas paredes das cavernas para que pudéssemos nos lembrar, e ela guardou de forma impecável o futuro da nossa memória.

Nadávamos juntos, corríamos lado a lado, nos aquecíamos. Nosso medo era o mesmo medo. Fizemos a luta justa da sobrevivência e ainda assim nos sabíamos iguais.

São minhas também as pegadas cravadas no chão, – todas elas: a do leão, dos cavalos, da onça, do lobo que um dia me assustou e que milhares de anos depois foi meu amigo, do urso que juntos, caçamos. São minhas, porque todos temos fendas nos corpos e esquecemos do vão de onde viemos.

 

fotos:  Pinturas rupestres encontradas na caverna de Chauvet – sul da França

 

 

 

Elza Tamas é psicóloga e escritora. Idealizou e desenvolve o forademim.com.br

 

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É BICHO OU NÃO É? por Ricardo Amaral Rego

É bicho ou não é?

A linguagem cotidiana está cheia de mistérios e surpresas, mas por algum motivo descuidamos de nos encantar e refletir sobre isso.

Veja, por exemplo, o aviso que se encontra em muitos lugares e que diz PROIBIDA A ENTRADA DE ANIMAIS. É bem simples, todo mundo entende, ninguém se espanta, mas … se pensar bem ele é muito esquisito.

Em primeiro lugar, os seres humanos são animais. Portanto, deveriam estar incluídos nessa proibição. Mas, quando as pessoas falam dos animais, quase que automaticamente isso é associado à terceira pessoa do plural (ELES) e não, como deveria ser, à primeira (NÓS).

Mais de um século e meio depois de Darwin ter publicado seu famoso livro sobre a origem das espécies, nossa linguagem cotidiana parece ainda não ter assimilado que somos bichos: uns macacos meio estranhos, metidos e arrogantes, novos ricos na escala evolutiva que desprezam os parentes mais próximos que o envergonham por lembrar-lhe de sua origem humilde.

Claro que temos algumas diferenças: só nos torturamos, matamos sem necessidade, exploramos nossos semelhantes. Em outras palavras, só os humanos são desumanos. Mas isso não nos qualifica para essa atitude arrogante que renega nossa realidade animal.

 

Existe outro aspecto em que esse aviso é ridículo, e que diz respeito às moscas, baratas, escorpiões, pulgas, carrapatos, ratos, lagartixas e por aí vai. Se o aviso fosse sério, ele deveria impedir tais seres, que também são animais, de adentrar o recinto. Em primeiro lugar, eles não sabem ler. E, se soubessem, não ligariam a mínima, claro.

Outro aviso que todo mundo entende, mas que é bem estranho, diz: RUA SEM SAÍDA. Já pensou? Se essa rua fosse literalmente sem saída, quem entrasse nela ficaria preso aí para sempre. Seria como um buraco negro. É óbvio que a rua tem uma saída, que é pelo mesmo lugar que se entrou. Todo mundo sabe que poderá sair dessa rua depois de entrar nela, mas ninguém parece se incomodar quando lê esse absurdo de dizer que não há saída.

Você já teve compromissos quinzenais? Provavelmente sim, mas aposto que não reparou que essa denominação é equivocada. Na verdade são encontros marcados a cada duas semanas. Como cada semana possui sete dias, em duas delas temos catorze. Portanto, deveríamos chamar essa periodicidade de catorzenal.

Essa peculiaridade elusiva e ilusória da linguagem, que comunica algo sem que se saiba se o que o emissor quis dizer corresponde ao que o receptor captou, remete ao fantasma da possibilidade de que as narrativas que constituem o cerne de nossa identidade sejam pouco mais do que uma fugidia fumaça. Animais híbridos, constituídos tanto de sangue, carne e ossos quanto de histórias, mitos e ideologias, seres nos quais a sutileza do espírito se equilibra instavelmente sobre a pulsação da carne, vagamos em busca de certezas que aliviem a incoerência dos fragmentos dos quais nos vemos feitos.

 

 

foto banner: Alessandro Galo – escultura
fotos animais : Zoo Portraits por Yago Partal

 

Ricardo Amaral Rego

Sou uma pessoa que aprendeu muito nesses anos todos. Aprendi que sem certas coisas em ão a vida fica árida, besta e sem sentido (incluo aqui paixão, tesão, gratidão e perdão). Aprendi que aprender tem um valor relativo, porque tudo está sempre começando de novo. Aprendi que prender a pessoa amada é a coisa mais feia que existe, pois o amor tem asas e foi feito para voar. E também aprendi com os poetas que a vida vale a angústia de viver, que tudo vale a pena se a alma não é pequena, e que se limpássemos as portas da percepção a realidade nos apareceria tal como é: infinita.

Se quiser saber mais de mim veja no Facebook
https://www.facebook.com/messages/#!/ricardoamaralrego?fref=ts

 

ou no site  do Instituto Brasileiro de Psicologia Biodinâmica
www.ibpb.com.br INSTITUTO – DIRETORIA

 

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GREGORY COLBERT e a pacífica convivência entre homens e animais

 

Gregory Colbert durante dez anos viajou pela Índia, Burma, Sri Lanka, Egito, Etiópia, Quênia, Tonga, Namíbia e Antártica para filmar e fotografar a interação entre seres humanos e animais. Desde 1992, organizou mais de sessenta expedições e registrou cenas com espécies como o elefante, a baleia, o peixe-boi, o íbis-sagrado, a garça-antígona, a águia-real, o falcão-gerifalte, o calau-rinoceronte, a chita, o leopardo, o cão-caçador-africano, o caracal, o babuíno, o antílope, o suricata, o gibão, o orangotango e o crocodilo-de-água-salgada. Produziu várias séries e entre elas a consagrada Ashes and Snow, toda feita com elefantes.


Insatisfeito com a natureza  sóbria dos museus, criou o Museu Nômade, de arquitetura adaptável à cidade onde a exposição é feita.

Vejam esse vídeo maravilhoso, que dá uma otima perspectiva do museu e também da atmosfera em que as fotos foram feitas.

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TODO BICHO É UM POEMA por Lalau e Laurabeatriz

 

 

 

Te vi cantar de alegria./Te vi dormir de mansinho./Vi, nesse mesmo dia, dentro de ti/a alma colorida de um passarinho.

Pela vida inteira,/tartaruga-de-couro/segue os rumos/de sua alma aventureira.

Suindara, sagrada coruja,/de dia, adormece./De noite, aparece.

Nadam altivas, vagarosamente…/ Surpreendentes e belas,/submersas aquarelas.

O silenciar da floresta/ constrói um vazio./De repente, preenchedor,/um assobio!

Lindo como jade,/brilhante como ouro,/a floresta esconde este tesouro./Não é anel,/colar ou broche./É um besouro.

Quer conhecer o Pantanal, meu amigo?/Então, venha comigo./…Eu mostro a você/os alagados e os capões,/o corpo de ouro do dourado,/o couro macio do pintado,/a garra afiada dos gaviões…

Cor-de-rosa está no rosário,/na begônia,/no boto solitário/da Amazônia.

Curió é cantor./Barítono,/contralto,/baixo e tenor.

Cada pena é um traço./Uma pincelada de Matisse,/um pouquinho de Picasso.

…aflora a cauda negra/da baleia-franca./Como quem agita/uma bandeira branca,

…no azul do céu /tem tanto azul,/que a ararinha-azul /só encontra azul,/azul, azul, azul.

E não existe/nenhuma diferença/entre uma criança/e uma estrela-do-mar.

 

 


Lalau é poeta, paulista e publicitário. Laurabeatriz é ilustradora, carioca e artista plástica. Desde 1994, trabalham juntos, criando livros para crianças: são mais de 40 títulos publicados, muitos deles dedicados à fauna, flora, biodiversidade, cidadania, cultura e folclore do Brasil.
www.lalauelaurabeatriz.com.br

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MOVE YOUR ASS – NO FUR!!

 

Há aproximadamente 50 anos, a atriz francesa Brigitte Bardot denunciava ao mundo a maneira desumana e truculenta com que bebês focas eram mortos, para a extração de suas peles. Ao se tornar uma ativista pelos direitos dos animais, a atriz afirmou que usaria  sua fama e prestígio para acabar com esse comércio,  tão cruel e desnecessário.

Brigitte Bardot

Desde então, vídeos e campanhas de conscientização acerca do assunto foram vistos por milhões de pessoas e infelizmente ainda hoje,- apesar do amplo acesso a informação-, estilistas utilizam essa matéria-prima, numa atitude que está longe de ir ao encontro das mudanças de hábito e consumo que o planeta exige.

O milionário mercado das peles colocou as cobras píton na lista de animais em vias de extinção e ainda confina e tortura outros 40 milhões anualmente.
O uso de peles naturais parece tão distante da realidade tropical brasileira que é difícil acreditar que ocupamos o segundo lugar mundial na produção de peles de chinchila. Diversas marcas nacionais quando fazem suas pesquisas para a seleção do que será copiado dos desfiles internacionais, incluem peças em pele entre os artigos eleitos.
Segundo dados fornecidos pela ACHILA, os negócios com pele movimentam U$ 12,6 milhões por ano.  O Brasil exporta cerca de U$ 750 mil por ano, especialmente para o Canadá, Estados Unidos, Japão e Itália. Estima-se que o Brasil poderá chegar a U$ 1,4 milhões por ano, correspondendo a mais de 11% de toda a produção mundial.

A partir destes dados e com o objetivo de combater o consumo inconsciente, o Move Institute  tem realizado desde 2010. ações pelo fim do uso de peles no Brasil.
Ao usar a arte e o design como principais ferramentas de sensibilização, conseguimos reunir nomes representativos de diversas áreas criativas em prol do fim desse mercado.

move ação spfw 2010

No ano de 2011 o estilista Ronaldo Fraga foi o primeiro a aceitar nosso desafio de falar pelos animais, e através de uma ilustração pudemos idealizar uma instalação que lembrou estilistas e espectadores de como os animais são cruelmente torturados para a confecção de casacos de pele.

exposiçào Ronaldo Fraga

No ano seguinte, durante a semana de moda paulista, foram distribuídas máscaras da atriz Brigitte Bardot que convidavam os espectadores a se posicionarem e agirem em nome dos animais. Uma importante ferramenta nessa ação foram as redes sociais que serviram como meio de proliferação das idéias ativistas contra o uso de peles.

Rita Lee aderindo a campanha no Instagram

Em pouco tempo conseguimos uma grande rede cyber ativistas, que foram responsáveis pelo comprometimento de marcas como a Arezzo e a Iódice, a não mais usar peles em suas coleções.

As marcas nacionais que insistem no uso de peles, tais como Animale, Pedro Lourenço, Brooksfield Donna, Cris Barros, Huis Clos, Carlos Miele, Reinaldo Lourenço entre outras,  têm seus perfis invadidos por comentários de pessoas que cada vez mais se sentem confortáveis no papel de cyber ativistas,  dispostas a darem sua opinião e incomodar o marketing das empresas exigindo explicações e mudanças.

Em 2012 o Move realizou uma grande exposição com a colaboração do designer José Marton que idealizou uma toca que abrigou 60 raposas. Tais raposas foram interpretadas por diferentes nomes da arte, design, moda, fotografia e televisão, tais como, Nelson Leirner, Nelson Motta, Ziraldo, Isabela Capeto, Mario Queiroz, Felipe Morozini, Guilhermina Guinle, entre outros. O protesto artivista ao comércio de peles no Brasil, recebeu um grande número de visitantes durante sua estada no Conjunto Nacional, na avenida Paulista.

 

No Fur - exposição conjunto nacional

 

exposição conjunto nacional

Na ocasião foi dado inicio ao recolhimento de assinaturas para a petição que prevê o fim da importação e exportação de peles no Brasil que ainda está em andamento.

assine você tambem a petição!

Em 2013 lançamos uma coleção de toy papers inspirados nos estilistas que acreditam que o lucro esteja acima da ética, eles foram chamados de Fashion Monsters e serão durante todo este ano distribuídos pela cidade de São Paulo, informando a todos, quais os estilistas brasileiros que se posicionam a favor da morte de animais para a confecção de roupas.

fashion monsters

É necessário que os consumidores exijam uma postura ética das marcas, que busquem produtos que estejam alinhados às necessidades globais de sustentabilidade, preservação do meio ambiente e respeito à vida dos animais.

Thaila Ayala - spfw 2013

As ações do Move continuarão até que seja declarado o fim do uso de peles no Brasil, se você quiser colaborar conosco para o fim deste comércio fale pelos animais, aborde pessoas que utilizam peles e marcas que não ficam constrangidas em comercializar esse tipo de produto.

 

 


O Move Institute convoca a arte, o design, a cultura, para organizar ações e projetos que gerem polêmica em questões relacionadas à proteção animal. O trabalho é focado na transformação de hábitos, trazendo à sociedade uma clara visão sobre problemas do convívio homem-animal: confinamento, maus tratos, venda, adoção, abandono, exploração.

 

Site – www.moveinstitute.org

Facebook  https://www.facebook.com/messages/1380529047#!/pages/Move-Institute-For-The-Animals/156321831093244

Petição on line http://www.avaaz.org/en/petition/Proibicao_da_exportacao_importacao_e_venda_de_peles_no_Brasil/?fjYLEdb&pv=2O

PARA QUEM TIVER MUITO ESTOMAGO, PORQUE É DURO DE VER
Vídeo informativo  Move NO Fur
http://vimeo.com/51650495

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CAETANO VELOSO, BASHÔ E O SALTO DA RÃ por Elza Tamas

Bashô, poeta e professor foi considerado uma excelência em Haikais. Praticante da meditação Zen, seus poemas tinham inspiração na experiência cotidiana e na sua observação da natureza.

Um dos seus Haikais mais famosos é o que faz alusão ao salto de uma rã , num velho lago. Em japonês, ele é escrito desta forma:

Furu ike ya
kawazu tobikomu
mizu no oto

Em inglês, na tradução do grande mestre Zen Budista D. T.  Suzuki, ficou assim:
Into the ancient pond
   A frog jumps
    Waters sound!

Em português, na tradução de Paulo Franchetti:

 O velho tanque-
Uma rã mergulha,
barulho de água.

Aquilo que se mantém é subitamente interrompido pelo transitório  e é capturado pelos nossos sentidos. O velho lago e o salto da rã  não se antagonizam, mas se complementam na maravilha do momento.

Vejam algumas das inúmeras versões que recebeu nas traduções brasileiras e  outros versos de inspiração livre, de conceituados escritores e poetas brasileiros :

Velho tanque.
Uma rã mergulha.
Barulho da água.
Cecilia Meirelles

velha lagoa
o sapo salta
o som da água
       Paulo Leminski

Nem grilo, grito, ou galope;
No silêncio imenso
Só uma rã mergulha plóóp!
Millor Fernandes 

                                                    VELHA
                                                    LAGOA

                                                    UMA RÃ
                                MERG                               ULHA
                                                     UMA RÃ

                                                   ÁGUÁGUA
Décio Pignatari

…é uma rã bailarina,
que ao se ver feia, toda ruguenta,
pulou, raivosa, quebrando o espelho,
e foi direta ao fundo,
reenfeitar, com mimo,
suas roupas de limo…
João Guimarães Rosa

Ah, o velho lago
De repente a rã no ar
e o baque na água
Olga Savary

chuá, chuá
coach, coach
tchibum!
Estrela Ruiz Leminski

Caetano Veloso, numa  feliz parceria musical com João Donato, escreveu
 A Rã,  também inspirado no haikai de Bashô.

A rã

Coro de cor sombra de som de cor de mal me quer
De mal me quer de bem de bem me diz
De me dizendo assim serei feliz
Serei feliz de flor de flor em flor
De samba em samba em som de vai e vem
De verde verde ver pé de capim
Bico de pena pio de bem-te-vi
Amanhecendo sim perto de mim
Perto da claridade da manhã
A grama a lama tudo é minha irmã
A rama, o sapo, o salto
De uma rã.

 foto banner: série More Than Human por  Tim Flach.
 desenho Rã: Elton Manganelli

 

 


Elza Tamas é psicóloga e escritora. Concebeu e desenvolve o site  forademim.com.br

 

animais e a psique - capa do livro

OS ANIMAIS E A PSIQUE por Roseli Ribeiro Sayegh e Maria Helena Monteiro Balthazar

 

No estudo da psique sob o enfoque da psicologia analítica de Jung percebe-se a frequente presença e importância dos animais na produção cultural de indivíduos de diferentes partes do mundo, assim como nos sonhos, desenhos, fantasias e outras expressões do inconsciente. Por essa razão é extremamente relevante pesquisar e analisar as diferentes maneiras que a psique humana se manifesta e se incorpora nas formas animais.

O animal é um dos símbolos mais poderosos para o ser humano, tanto na vivência interna quanto externa, estando presente não só na expressão individual, mas num sentido mais amplo, na expressão da cultura por meio dos mitos, dos contos, do folclore e da arte.

Na busca da compreensão de si mesmo é essencial entender os animais e seu significado simbólico, para que se possa elaborar os instintos e ampliar a consciência.

À medida que o desenvolvimento do indivíduo espelha o da espécie, constata-se no ser humano a recapitulação da vivência das fases evolutivas da vida animal. Simbolicamente, os animais são uma parte do homem, que contém em si todos eles.

Dentro de nós existe o lobo, o carneiro, a onça, a raposa, etc…, e assim podemos identificar no comportamento humano muitos aspectos que traduzem a energia e a força de diferentes animais, o que se verifica nas expressões populares tais como: “ter uma fome de lobo”, “manso como um carneiro”, “bravo como uma onça”, “esperto como uma raposa”.

A relação do homem com o mundo animal aponta para a relação entre sua consciência e seus instintos. A maneira como lidamos com essas energias, como as vivemos, como as equilibramos, vai determinar nossa liberdade ou nossa escravidão. A submissão “cega” aos instintos assim como o oposto, a repressão deles, conduz a uma estagnação da consciência. Assim, torna-se imprescindível o diálogo com nossa instintividade, na direção de um equilíbrio interno que nos libera, ampliando nossas possibilidades de ser.

Historicamente, a convivência entre homem e animal vem sofrendo transformações, atualmente revelando-se uma harmonização que se constata no movimento de preservação da vida animal. A atitude predatória correspondente a uma dinâmica de repressão dos instintos, de épocas anteriores, vem dando lugar a uma postura mais humilde de respeito e de reconhecimento do animal como essencial para a sobrevivência do planeta, analogamente sinalizando o despertar da importância da vivência instintiva consciente para o equilíbrio da vida psíquica.

Homem e animal se constituem numa unidade indissolúvel e fundamental para o equilíbrio ecológico.

 

foto banner : imgem parcial da capa do  livro  Os animais e a psique
foto criança e tigre: Adrian Sommeling 

 

                                                                  


Roseli Ribeiro Sayegh
, psicoterapeuta de orientação junguiana e técnicas corporais, professora e supervisora do curso de especialização Jung e Corpo do Instituto Sedes Sapientiae e coautora do livro Os Animais e a Psique – do simbolismo à consciência, volume I publicado em 2000 e volume II no prelo.

 

 

 

 

Maria Helena Monteiro Balthazar, psicoterapeuta de orientação junguiana e técnicas corporais, Mestre em Psicologia clínica pela PUC-SP, professora e supervisora do curso de especialização Jung e Corpo do Instituto Sedes Sapientiae e coautora do livro Os Animais e a Psique – do simbolismo à consciência, volume I publicado em 2000 e volume II no prelo.