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O DIA DO ANIVERSÁRIO por Barbara Abramo

 

 

Cada aniversário que a gente faz nos dá a chance de explorar melhor um determinado signo ou conjuntura astrológica. E os  astrólogos acham bom calcular o mapa para o momento exato em que o Sol passa no grau exato em que estava quando nascemos. Para nós, o Sol é o astro central, que nos dá a vida, com seu calor e nos ilumina com a sua luz. Ele representa a centelha da criação.

Quem já fez sua própria revolução solar, pode notar como a cada ano mudamos o nosso Ascendente, e algumas outras notas
astrológicas que acrescentam toques novos, realçando pontos especiais de nosso  mapa de nascimento. Este, ninguém muda! Ele é como uma certidão de nascimento  cósmica, algo que está sempre ali, como um pano de fundo onde todas as nossas
vocações e escolhas se misturam, num todo dinâmico, sempre novo.

mapa nascimento George Harrison

Então, a cada ano que passa acrescentamos  uma sabedoria a mais, representada pelo signo que fica no ascendente, que é  como um estilo ou uma tendências mais forte que nos faz um apelo especial  naquele período de tempo que dura 365 dias.

O próprio mapa astral da revolução – ou  retorno – solar – em lá seus segredos. São 12 meses divididos em 12 casas  astrológicas, cada uma relacionada a um assunto da vida, e são 4 estações  distribuídas em cada quadrante do mapa, nossa bussola para vivermos plenamente  aqueles 365 dias que duram o ciclo da Terra em volta do Sol.

A astrologia tem nos seus inícios uma  profunda ligação com alguns conceitos de filósofos gregos – como o conceito  platônico do um e do si mesmo, ou a teoria da tetratkys pitagorica, ou a dos temperamentos – mas dos egípcios e  dos árabes herdamos a matemática, a ciência dos números e de suas significações  ocultas, suas vibrações especialíssimas, que se desdobram em cada casa  astrológica, em cada ano de vida. De zero a seis anos, por exemplo, estamos sob  o poder da Lua, dos sete aos 14 sob o de Mercúrio e assim por diante, cada  astro imprimindo com sua inteligência e natureza aquele pedaço de nossas vidas.

Os mistérios dos números também são vistos  na razão dourada, muito estudada pelos arquitetos e filósofos, mais tarde por  astrólogos que tentaram ver, em padrões celestes, a repetição  de constantes numéricas.

Para saber mais:
Razão Dourada – http://pt.wikipedia.org/wiki/Propor%C3%A7%C3%A3o_%C3%A1urea

Conceitos, historia da astrologia,  explicações sobre revolução solar:
Skyscript – http://www.skyscript.co.uk/

 

Barbara Abramo é  paulistana, astróloga desde  1981, é horoscopista da Folha de São Paulo e da UOL.
Mantem o site Horóscopo: http://www1.folha.uol.com.br/horoscopo/

 

 

 

 

 

OS CICLOS SATURNINOS E O REINADO DE URANO por Susie Verde

Saturno é o senhor do tempo e do seu desenrolar cíclico, que envolve a todos, em nossa experiência terrena. Saturno, pai de Urano, de acordo com a lenda mitológica, é um Titã que come seus filhos sem piedade. Sua lei é soberana, na imutabilidade dos desígnios Divinos sobre a pequena vontade humana.
O tempo, assim como Saturno, parece nos engolir em sua vontade unilateral. Queiramos ou não, a existência humana é definida e limitada pela dimensão temporal, desde o dia de nosso nascimento até o momento de nosso desenlace terreno. Carregamos os reflexos de todas as primaveras vividas em nossos corpos e faces, em um processo natural da trajetória humana durante uma vida. Como prêmio, os anos vividos nos oferecem as preciosas chaves para o sábio viver e para a descoberta de níveis de verdade totalmente desconhecidos para o jovem inexperiente.
Como um sábio mestre, Saturno nos ensina a desenvolver nossa capacidade de discernimento e apreciação da vida, a partir de vários ângulos. A maturidade nos revela a certeza de que tudo acontece a seu momento próprio, sem que possamos adicionar um dia sequer às nossas vidas. Por isto, o tempo de Saturno é sagrado, pois nos ajuda a ver aquilo que antes era invisível aos olhos a partir da experiência pessoal através do tempo.
Sob sua influência, somos convidados ao trabalho em direção ao que podemos conquistar e a aceitação daquilo que não podemos   modificar. Os ciclos de tempo saturninos, sempre mais lentos do que gostaríamos, nos ensinam a paciência necessária para que nossos esforços individuais possam gerar frutos de vitória.
A história da cigarra e da formiga é um exemplo clássico do tempo de Saturno, quando nos remonta a questões ligadas ao esforço necessário para que, em tempos de inverno, o bom trabalhador ( Saturno) tenha a casa abastada. Aqui, o tempo é linear e lento, preenchido com trabalho árduo e longo. A lei de Saturno é árdua e severa, não deixando margens para momentos de contemplação não produtiva. A mensagem é que somos vítimas da lei de ação e reação imutável, em um modelo de realidade que exclui completamente o fator mágico ou inusitado.
Entretanto, ao contrário da mensagem restritiva deste conto, há quem diga que a cigarra, na verdade, nunca perdeu tempo explorando sua arte e respondendo ao chamado da sua alma. Nunca saberemos se, de fato, ela passou fome no inverno ou se alguma alma pródiga, que passava na rua no momento certo, a convidou a estrelar um show na Broadway. O que significa, de fato, ganhar ou perder tempo? Como podemos quantificar a relação entre tempo e produtividade?
A verdade é que estamos adentrando, neste momento, um novo paradigma do tempo e da ordem mundial. Neste novo contexto, ao invés do tempo linear, tudo flue de acordo com uma nova lei: a sincronicidade. Acontecimentos se desdobram de maneira espontânea e o ritmo da vida é acelerado. Pessoas ligam, logo após pensarmos nelas e os problemas se resolvem de maneira fantástica, pela metade do tempo que levaríamos para procurar a sua solução. Isto não é apenas uma coincidência!

urano

Estamos entrando no reinado de Urano, ligado ao plano mental superior, aonde a mente adquire um papel de importância extraordinária e o tempo de Saturno passa, em muitos casos, a ter importância relativa. Como continua o mito, Gaia, a mãe de Saturno pede a seu filho  que, num momento de distração do pai, corte os genitais do seu  pai.   Do esperma de Urano  derramado nas águas do mar, nasce Venus, a deusa da beleza.O dualismo entre pai e filho é superado pelo elemento feminino, subjetivo, e, nas águas do inconsciente coletivo, nasce a mais bela das criaturas, Venus.
Este mito parece nos ensinar que, mais do que um fator determinista, a energia do modelo Saturnino é um portal a ser superado, a partir de um novo paradigma de realidade. Neste processo, somos convidados a adotar uma atitude individual e corajosa em direção a nossas próprias verdades, livre do domínio paternalista de Saturno.
Através do novo paradigma do tempo percebemos que os ciclos passados de vida, embora verdadeiros, muitas vezes nos fazem prisioneiros do tempo e de um determinismo restritivo. A onda energética Uraniana nos oferece ferramentas que auxiliam na mudança de percepção do tempo linear, assim como a habilidade de lidar, de maneira criativa, com seus ciclos a partir da perspectiva do eterno presente.
O famoso autor alemão Eckhart Tolle, em seu livro best seller “O Poder do Agora”, divulgado extensivamente pela apresentadora Oprah Winfrey, nos recorda o inestimável valor do momento presente. Ele nos diz: “A mente, para garantir que permanece no poder, procura constantemente encobrir o momento presente com o passado e o futuro e, assim, ao mesmo tempo que a vitalidade e o infinito potencial criativo do Ser, que é inseparável do Agora, começam a ficar encobertos pelo tempo, também a sua verdadeira natureza começa a ficar encoberta pela mente.”
A partir desta perspectiva, somos convidados a trazer o poder de nossa consciência para o único ponto realmente existente no Universo- o Eterno Agora. Urano nos traz a capacidade de nos posicionarmos de maneira dinâmica neste ponto de consciência, que nos permite perceber a vida com mais fluidez e força. Assim, a cada dia, vivemos a Eternidade, assumindo posturas cada vez mais alinhadas com a última versão de nós mesmos.
Saturno e Urano sempre existirão como em um eterno romance entre o velho e o novo, entre o rápido e o lento, entre o pai e o filho rebelde. Longe de nos prender a modelos obsoletos, o tempo Saturnino nos acondiciona e nos oferece a sensação de pertencermos a algo maior do que nós mesmos- a tradição de nossas raízes. Se elas forem bem plantadas e sólidas, estaremos prontos para os ventos uranianos do Novo Tempo, que com sua rapidez, nos oferece a oportunidade do recomeço a cada novo ciclo e cada amanhecer.

 

Susie Verde é astróloga profissional há mais de 20 anos, membra da associações britânica e americana de astrologia, e do Sinarj, Sindicato dos Astrólogos do Rio de Janeiro. Susie é palestrante internacional, tendo apresentado trabalhos de astrologia em conferências na Europa, Estados Unidos e Australia. Atualmente, oferece atendimentos via Skype para clientes de vários países a partir de sua casa, em Boulder, Estados Unidos, e está trabalhando em seu primeiro livro a respeito de Fé, Cura e Ciclos de Vida. Seu e-mail para
contato é [email protected].

O TRANSFORMADOR DA ALMA por Thelma Schinner

 

A astrologia  pode ser vista como  pura diversão e  elucubração. No entanto ela oferece  uma profunda análise do movimento dos planetas ao  nosso redor,  e revela  tendências que nos permitem  lidar  melhor com o  passado, presente e futuro.

Dos Faraós egípcios aos grandes  governantes internacionais de hoje, o estudo do significado dos Planetas e  astros próximos da Terra propiciam, antes de tudo, a reflexão sobre símbolos e  arquétipos com os quais podemos  nos conscientizar e, se possível, aproveitar de  seus significados como ferramenta para evoluir e melhorar a vida.

Em se tratando de passagens,  não há como não pensar logo em Plutão, o planeta das fortes mudanças , representado por Hades  na mitologia Grega.

Hades é o Deus das  Profundezas e  da Transformação. Responsável pela morte é também o grande poder do  renascimento e fertilização/fecundação: é só através do grande mergulho nas  profundezas da terra que podemos entrar em contato com a Semente do que somos e  sempre fomos.

Plutão na astrologia tem um significado semelhante. É na influência deste planeta que nos deparamos com grandes revoluções (internas e externas) em nossas vidas.

Quando Plutão surge eminente, somos convidados a mergulhar em nossas profundezas individuais e voltarmos para a semente – a base primordial do que somos – realinhando nossas escolhas e visão da vida, na direção desta qualidade sagrada.

A guinada que Plutão nos convida a fazer não é fácil, é uma tarefa exigente  e por isso ele  é visto como  negativo e perigoso. Mas  é este toque de Plutão que nos permitirá alcançar o nosso poder pessoal e  a força interna:  a grande transformação e o descarte total da ‘casca’  nos coloca em  contato direto com o ponto profundo que é a partida e finalização, mas  também o recomeço genuíno de algo  dentro de nós.

Desde 2011,  Plutão, para quem vê do ponto de vista da Terra, está passando pelo signo de Capricórnio que representa as  estruturas, as regras fixas e as condutas ordenadas. E todos nós sob esta  influência teremos que lidar com a Transformação (Plutão/Hades), principalmente  nas questões relacionadas com estruturas rígidas; padrões fixos e antigas  definições de regras.

Coletivamente, pode ser momento de desmancharmos  a força do “politicamente correto” que avassalou códigos, liberdade na  comunicação e até mesmo no pensamento: é hora de desmantelar conceitos pré-instituídos para desabrochar pensamentos livres e mais verdadeiros nas  relações sociais. E também tomar decisões mundiais que considerem a verdadeira  raiz dos problemas, ao invés de apenas remediar a superfície evidenciada em  cada momento.

No âmbito individual  temos sentido  grandes solavancos – pessoais ou profissionais. Estruturas arcaicas estão sendo desfeitas,  mas não sabemos ainda  no que vão  resultar. Está é a natureza de Plutão, a transmutação, a mudança de um estado para outro.   Do lugar ainda onde estamos,  não temos recursos para conceber como será o novo, não temos como antecipar a nova síntese que estamos processando, e  não sabemos que nova ordem  substituirá esta que nos é  obsoleta.

Para aqueles abertos às transformações e  menos apegados aos valores já conquistados, Plutão traz a grande alegria do  encontro com o poder interno e também o alcance do poder (força e  vitalidade) na vida diária também.

 

 

Thelma Schinner é astróloga e  trabalha com atendimentos desde 1988.  Também atua há quatorze anos como terapeuta de JIN SHIN JYUTSU – técnica milenar de reequilíbrio físico e
energético pelo toque das mãos sobre pontos do corpo.

 

 

Mais informações: www.astroanima.com