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O SEGREDO por Elza Tamas

Se você canta os números da sorte no bingo da sua  cidade,
se você é judeu ou tem azia.  Se  tiver ganhado  o Nobel de
química ou se gosta de roda gigante e depois quer ir ao
carrossel e depois tomar milk-shake e depois ir na montanha russa;
se você mora em Berlim ou se você usa um  chapéu esquisito
e  cuida da segurança do  papa, se sua avó foi escrava;
se você prefere  sentar na janela no avião ou se você
está numa cama de hospital. Se você nunca seca os cabelos
quando lava,  ou se você seca; se o semáforo sempre fecha quando
você chega, e se o verde não  é sua cor. Se você viu demais,
ouviu demais e nunca esqueceu, se você é destro
ou anda de muletas; se doou ouro para o Brasil, se você
sente raiva, ou se você  gosta de ir à feira; se você quando
olha para o céu tem saudades,  se você pesca
peixes, ou prende passarinhos em gaiolas, ou tem
déficit de vitamina D. Se você  tem um plano de saúde que foi
vendido, ou acredita no espírito santo, ou os  dois. Ou nenhum.
Eu tenho uma notícia: você vai morrer. Quase tudo que você faz
é para adiar, disfarçar, fingir que o assunto não é com você. Mas é.
Você vai morrer.

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Elza Tamas idealizou e desenvolve este site

www.forademim.com.br

foto: Mario Bock

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foto banner: Elza Tamas

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ARTES MASTURBATÓRIAS por Stéphane Malysse

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ARTES E MANIAS DA PRÁTICA MASTURBATÓRIA

 

Nem precisei de revisão técnica ou de manipulação erótica: a masturbação é um assunto interessante e ponto G. Para tocar no assunto não precisa se tocar de novo. Cada um adapta seus gestos ao seu sexo e acaba inventado cenários funcionais que não lhe deixam a desejar.
Neste artesanato íntimo é a repetição da prática que faz o trabalho ficar bom.
Posição da mão, ritmo, pressão, lubrificação, pontos acessíveis com a mão livre, imaginação, pessoas reais ou virtuais convidadas a participar de longe ou de perto, cada micro-gesto é sabidamente elaborado ao fio das manobras e das suas repetições para criar o clima e atingir o clímax: o gozo (não o lacaniano, mais o seu próprio).
Sejamos sinceros e sem falso puritanismo… quando se trata de masturbar-se, cada um de nós sabe muito bem o que faz com seus instrumentos. Ao tocar levemente no assunto, uma masturbação intelectual se ativa rapidamente, oferecendo uma grande variedade de imagens eróticas e  éticas que se interpenetram sem parar. Que prazer… Que bom saber que a masturbação não deixa ninguém nem surdo, nem cego, nem estéril. Hoje não se fala mais de polução noturna ou Carte de France (como se chama na França, referindo-se ao desenho hexagonal das propulsões aos quatros pontos cardinais). Os aparelhos elétricos, mecânicos ou outras Fitas Brancas já não se usam mais (Graças ao fim de Deus!)

Totalmente liberada, democratizada e desmistificada, a masturbação está na moda e pode ser feita on-line.

Nesse momento privilegiado consigo mesmo, o ser humano experimenta uma sensualidade intensificada, alargada e alongada. Ao mesmo tempo relaxante e estimulante, a masturbação aparece hoje como um ato de resistência do indivíduo aos estímulos eróticos que o rodeiam a qualquer hora e em qualquer lugar: uma forma de resistir à pressão social e sexual, uma derivaçao sensual do individualismo generalizado, um hedonismo vapt voupt. Para ajudar nossos artesões sem imaginação, a rede de internet propõe cardápios variados e ajuda para encontrar seu tesão perdido. Do iphone ao ipad, da tela tátil ao cibersexo, muitos se tocam em publico sem perceber que este gesto remete direitamente à outros: nos trens, nos aeroportos e outros lugares públicos, podemos observar muitos gestos masturbatórios.

Nada melhor que uma boa sessão de  auto-erotismo para evitar os acidentes de percurso da libido contemporânea: com a masturbação, evite a promoção sexual. Num mercado sexual saturado de amantes potenciais, reais ou virtuais, a masturbação pode ser apresentada como uma opção para manter o seu eixo social e sexual na boa direção, não gastar dinheiro à toa e não colocar sua saúde mental e física à risco por algumas  sensações alheias. Artistas como Vito Acconci (Seedbed) ou Marcel Duchamp (Paisage fautif) já se tocarão muito bem no assunto e compensarão com material genético suas relações sociais frustradas: Vito Acconci se masturba em baixo do chão da galeria onde ele não está expondo nada, interagindo com seu público de forma discreta e seminal, enquanto Duchamp assina sua obra Étant donné com seu material genético numa tentativa de esvaziar seu desejo pela artista brasileira Maria Martins…

Magia da masturbação que nos permite criar sessões íntimas com quem desejamos e até criar monstros libidinosos, misturando à la carte pessoas reais e imaginárias, vistas ou conhecidas, vivas ou mortas. Ao mesmo tempo que é uma atividade manual e artesanal, a masturbação é uma atividade intelectual colocando em ação o nosso maior órgão sexual, nosso cérebro e a sua imensa reserva de imagens-corpos… Se o cérebro não tem gênero, as técnicas de  masturbação são muito diferentes para os homens e para as mulheres, e variam também muito de um para outro. Na verdade, nada mais complicado (tecnicamente) do que masturbar alguém desconhecido. Sua técnica favorita, afinada ao longo da sua vida,  não deixa muitas possibilidades de inovação… Em termo de masturbação, o homem é sempre clássico; ele (ou ela) repete geralmente a técnica artesanal que mais da certo: a sua própria. Treinando manualmente desde a sua vida uterina, o ser humano trabalha na sua técnica com muita aplicação, ciente que “o corpo é o primeiro e o mais natural instrumento do homem” (Mauss),  que a sua masturbação é a parte mais técnica de todas as técnicas sexuais. Na  maior parte do tempo, o ser humano usa apenas suas mãos (aliás   etimologicamente, masturbação quer dizer sujar  as próprias mãos ) mais numerosos acessórios podem ajudar-lo nessa   tarefa. Entre o Cyclone A10, a SOM  (Super Onanism Machine) e a mão, muitas pessoas não hesitam à por a mão na   massa para não ser tratados como massa no liquidificador.

Mais da fato, qual é a função sexual da  masturbação? Trabalhei no meu Diário acadêmico (2009) a noção de intersexualidade, explicando que “a sexualidade de uma pessoa depende de quem ela deseja (sexualidade fantasiada), de como ela mostra socialmente sua opção  sexual (sexualidade assumida) e do que ela faz realmente com seu sexo e seu  corpo (sexualidade praticada).” Assim  a sexualidade de uma  pessoa não é fixa mais se fixa no Outro, sempre evoluindo entre esses pólos  sexuais instáveis. Penso que a masturbação tem um papel importante na fixação  da sexualidade de uma pessoa, pois ela religa manualmente esses três pólos  volúveis e permite estabelecer uma constante através da repetição dos gestos e  das fantasias . Quando Lacan diz que “a  relação sexual não existe”, seria bom completar explicando que hoje em dia  só existe “ralação sexual”, pois numa  sociedade como a nossa, onde o orgasmo  obrigatório, a tirania do genital  e a ditadura do coito dominam, uma  espécie de produtivismo do gozo transforma  a sexualidade em um trabalho braçal, onde ralar a cenoura, por a mão na massa  ou dar um jeitinho são meros gestos de auto-estimulação que permitem manter a  (de)cadência. Vemos que nossa sexualidade é um trabalho manual, intelectual e  que manter à libido no ponto exige muitas manipulações… Mas quem se manipula  mais ?

Uma pesquisa quantitativa realizada nos Estados-Unidos  em 1990 aponta resultados interessantes sobre os fatores que influenciam a  frequência da masturbação:

  • O gênero: os homens se  masturbam mais que as mulheres. (Parece verdade)
  • A idade: os jovens se  masturbam mais que os idosos. (Faz sentido)
  • A origem étnica: os  afro-americanos se masturbam menos que os outros grupos étnicos.(Na Bahia  tive uma  impressão bem diferente…)
  • A religião: os católicos se  masturbam menos que os outros grupos religiosos. (Ai, a má fé católica   parece ter entrado em pratica…)
  • O estatuto marital: as pessoas   não casadas se masturbam mais do que as casadas. (E se fosse o   contrário?  e se a masturbação   fosse justamente uma forma de manter o casamento sem pular a  cerca?)
  • O nível de educação: mais diplomas, mais elas se masturbam. (ainda bem que não publiquei   meu currículo com esta matéria.)
  • A orientação sexual: os   bissexuais se masturbam mais que os homossexuais que se masturbam mais que   os heterossexuais.

Agora, cada um pode fazer a sua contabilidade   e ver onde se encaixa realmente. Mas, não precisa ser antropólogo para ficar   desconfiado  dos resultados deste estudo. Ao final, todo mundo sabe que,   quando se trata da sexualidade “realmente praticada”, as mentiras, as omissões   e outras artimanhas dominam os nossos discursos. Na auto-sexualidade, a
contabilidade é flexível e a ma fé constante. Com a progressão das relações   temporárias, da instabilidade e do zapping dos corações, a masturb-ação torna-se um paliativo do sexo-proeza e nunca deixa   ninguém na mão…

 

 

Thomas W. LAQUEUR, Solitary  Sex : A Cultural History of Masturbation, New York, Zone Books, 2003
Rachel P. MAINES, The  Technology of Orgasm : “Hysteria”, the Vibrator, and Women’s Sexual  Satisfaction, Baltimore (MD),The Johns Hopkins University Press, 1999
Stéphane MALYSSE, Diário  acadêmico, Estação das Letras e Cores, SP, 2009.Marcel MAUSS, As técnicas  corporais,  Sociologia e Antropologia  (1950), Cosak&Naify, 2007.

 

Stéphane Malysse é antropólogo e artista. Doutor em Antropologia
Social pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS /Paris).
Pesquisador associado do departamento de Antropologia da Goldsmith (Londres),
lançou seu primeiro livro, Diário Acadêmico pela editora Estação das Letras e
Cores (SP, 2008). Professor de Arte e Antropologia na E.A.C.H / USP Leste onde
seu website de antropologia das aparências corporais, Opus Corpus está
hospedado: http://www.each.usp.br/opuscorpus/
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A MALDIÇÃO DA AUTOAJUDA E O TAROT por Mirna Grzich

 

 

Autoajuda é uma palavra engraçada. Ela tem  a mesma maldição
da palavra nova era (embora as empresas de indústria pesada
adorem usar esse termo, pois já tem uma nova geração que não sabe
o significado  histórico)…

Eu como aprendi a não dar murro em ponta de
faca sigo meu caminho me reinventando, fugindo de definições, fazendo
a minha  síntese existencial e de serviço ao mundo. Mas fui desafiada
pelo forademim a  colocar isso em palavras, dando o sentido mais
adequado  e profundo. Então vamos  lá.

Autoajuda contém embaixo de sua umbrela, primeiramente,
o autoconhecimento, pois somos como uma cebola, temos varias
camadas (muitos  vivem apenas na casca), as camadas dos pensamentos
e emoções, da energia (tão bem trabalhada pela medicina oriental), da alma,
do espirito e do vazio. Autoajuda  também contém o ensinamento espiritual,
pois ele inspira, ensina a meditar, a  respirar, a entender como os cinco
elementos  se manifestam em nós… Autoajuda  às vezes fica bem esotérica,
criando mitos e rituais complexos… que servem  sempre para alguma alma
desejosa de experiências e fenômenos…Para os  livreiros e editores
Autoajuda é  uma categoria de mercado, um nicho onde  colocam tudo
acima e um pouco mais.

Ken Wilber

Mas a palavrinha é bem maldita para os  críticos e pessoal da mídia,
empacados que estão no nível verde da espiral da  consciência, tão bem
desenhada por Don Beck  e super utilizada por Ken Wilber em sua evolutiva
Teoria Integral. O  nível verde significa entender e lutar pela ecologia e a
sustentabilidade, ser  democrata, a favor das minorias, tudo legal mas …sem
nenhuma consciência  espiritual.

Os níveis que vêm depois, o amarelo (da individuação) e o turquesa ( a volta ao mundo depois de um retiro,
de um  sabático, para ser um bodhisatva,) já estão no nivel do SER, onde entra o espiritual, enquanto o
verde é o último nível do TER…

espiral dinamica

 

O Tarot

Osho

Em 82 fui para os EUA,  e vivi por um tempo na California, estudando e meditando.
Em Santa Cruz conheci  Ma Prem Sona, essa incrível Master of Tarot, segundo
Osho/Rajneesh, que na época  assombrava o mundo a partir de sua comunidade visionária
no Oregon. Ele adorava  seu Tarot e só jogava com ela.

Sona me reconheceu de  alguma forma e começou a me ensinar. Eu estava casada com um psiquiatra  americano e ela era nossa vizinha. Mas meu lado comunicadora nunca vislumbrou a possibilidade de atender, de trabalhar isso. Eu só pensava em música e em escrever. Três anos se passaram,  me separei e preparava a volta ao Brasil, quando Sona me disse na despedida que eu  estava pronta, que era uma mestra do Tarot. Mas ele ficou fechado mais de 20  anos…

Ao voltar ao Brasil, criei o programa de radio Música da Nova Era em várias
rádios  pelo Brasil  e me  radiquei em SP, estudando budismo tibetano com
Chagdud Tulku Rinpoche,  com  longos retiros também no Oregon.
E vieram a revista Meditação, o livro dos  Anjos, muitos eventos, e
o Tarot parado.

Em meados de 2011,  para ajudar uma amiga em crise, puxei o Tarot e de
repente,  tantos anos depois,  minhas mãos sabiam o jogo de um jeito mágico
e a informação  vinha da maneira  como a pessoa precisava ouvir. Isso se
repetiu  muito até eu decidir  atender  pessoas, numa noite em Belo Horizonte
onde me  comunicaram que eu tinha  mais de  50 atendimentos naquela
semana,  todos…Tarot.

Descobri que Sona  tinha falecido em meados de 2011, na India, e entendi
que algo  misterioso  estava acontecendo, pois cada leitura que faço é
um milagre  e uma descoberta.
Que  ajuda a pessoa a ver seu karma e dharma, a se conhecer em
profundidade,  a  entender seu caminho.

Sempre pensei que meu  caminho fosse a comunicação, mas agora percebo
que ele se torna  uma arte, um  cuidado com o outro, um processo de terapia.
Uma síntese, a minha síntese.
Entender  seu momento. Dar sentido a sua vida…Isso é autoajuda? Que seja!

 

 

Mirna Grzich é atriz, jornalista e terapeuta, trabalha há 30 anos com terapia humanística e transpessoal, ecologia e sustentabilidade.Criou o programa Música da Nova Era em várias rádios brasileiras. Editou por 5 anos  a revista Planeta Meditação
Realizou com o SESC SP a Imaginaria 95  (arte, ciência, economia e espiritualidade), e Encontros com Homens e Mulheres  Notáveis, com mestres de várias tradições.
Escreveu  Anjos (editora 3), O Livro da Meditação (editora Globo) e  Anjos  Agora (editora Leya), e lançou a coleção de 16 CDs Quem é Você.
Realiza palestras, atendimentos e workshops  pelo Brasil, facilitando a conexão interna, inspiração, motivação, criatividade  e ação no mundo com consciência.Ecumenica e estudiosa de várias tradições  espirituais, é iniciada no budismo tibetano. Terapeuta nata, sintetiza sua experiência e sensibilidade para  ajudar a acordar e  viver em plenitude.

Leitura de Tarot: 11 8136.5197

[email protected]

Imaginaria Cultural
skype:mirnagrzich
youtube: canal mirna grzich 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

dali203 musica Gabi

O QUE QUEREMOS DA MÚSICA por Gabriela Pelosi

É de senso comum que  ela  transforma o nosso estado afetivo. Que tem o poder de nos deixar mais energizados, românticos, contemplativos, ou de expressar o indizível. Desde Platão até os dias de hoje, inúmeras são as explicações para a relação que temos com aqueles sons a que chamamos música.

Mas o que tem esta arte que nos atrai como os meninos e meninas hipnotizados do conto alemão “O Flautista de Hamelin”? Uma possível resposta, evidenciada recentemente por estudos na área da neurociência musical, é o fato de que a música  geralmente  atende às  nossas  expectativas- mesmo que de maneira inconsciente- e nós seres humanos adoramos isso.

Sabe aquela sensação de que quanto mais ouvimos uma música mais  gostamos dela e mais queremos ouvi-la? Uma das razões é o fato de possuirmos um  sistema neurológico que aprendeu a antecipar o que está para acontecer e que se  diverte fazendo isso o tempo todo; seja uma linha melódica interessante, a  entrada do trompete na parte B ou um final apoteótico. Embora este fenômeno  seja mais acentuado e perceptível nas músicas que conhecemos bem, acontece quase  o tempo todo, e isso se deve ao fato de que a esmagadora maioria das músicas  que nós ocidentais ouvimos fazem parte de um mesmo sistema, o chamado tonalismo  ou música tonal.

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Neste sistema, desenvolvido durante séculos, existe um princípio básico de tensão e relaxamento. Primeiro ouvimos um som estável, depois outro tenso, seguido de um suspensivo, voltamos ao relaxamento e assim por diante. Ou seja, a tensão existe na música, porém sabemos que será resolvida em seguida e por isso apreciamos estes momentos ainda mais. Nós também gostamos de ser surpreendidos de vez em quando- mas não muito- e o bom compositor é justamente aquele que consegue alcançar o equilíbrio, prendendo a atenção do ouvinte ao jogar artisticamente com as regras do sistema.

Mas será que ter sempre as expectativas atendidas é bom para nós? E o empobrecimento da música que ouvimos nos meios de comunicação, é causa ou efeito deste medo de sair da zona de conforto?
Por mais que seja gostoso sentir-se no controle da situação, é  saudável nos arriscarmos. À medida que nos acostumamos com as pequenas  frustrações que estilos e linguagens musicais diferentes dos quais estamos
acostumados nos proporcionam, tomamos gosto pelo desconhecido, pela aventura.
Tais experiências tornam ainda mais prazerosas as audições das músicas conhecidas  há tempos. É como voltar para casa depois de uma viagem surpreendente.

Quer experimentar? Ai vão duas sugestões: o compositor John Adams e as Vozes Búlgaras.

 

 

Gabriela Pelosi é paulistana, musicoterapeuta e musicista.
Acredita imensamente no potencial da música para o desenvolvimento humano e com certeza seguiria  o flautista de Hamelin.

 

 

 

gabrielapelosi.com.br
teamwks.com.br