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O PRIMEIRO PELO PUBIANO BRANCO por Sukie Miller- english version

 

 

Rito de passagem é uma cerimônia que marca importantes períodos de transição na vida de uma pessoa.
Todas as culturas têm seus ritos de passagem.Todas as tribos têm seus ritos de passagem, todas as famílias também, todos os indivíduos também.
Estudados, documentados, comparados e analisados, estes ritos revelam os valores de um povo.

jovem da etnia yawalapiti

Ritos de passagem assumem variadas formas. Alguns deles são tradiçoes transmitidas através de
eras. Exemplos destes rituais são batizados, bar mitzvahs, primeiras comunhões, cerimônias de casamento e funerais.

casamento real - willian e kate

As principais datas em nossas vidas também são ritos de passagem.   Nós as celebramos nos aniversários e bodas de casamento, chás de bebê, assim como em promoções profissionais e festas de despedida de funcionários que se aposentam.
Existem também aqueles ritos de passagem que marcam a aquisição de conhecimento. Enquadram-se nesta categoria as formaturas, desde o berçário até o jardim de infância, do colégio até a faculdade e a obtenção de diplomas para prática do Direito ou da Medicina.

Cada rito de passagem e cada celebração correspondente tem um tempo característico.

bar mitzvá

Aniversários são no dia em que nascemos, bar mitzvahs quando garotos judeus completam 13 anos, bebês são batizados  nos primeiros meses ou semanas de vida. A escola nos diz quando chega a hora de atravessarmos seus portões. Estes ritos de passagem são de conhecimento comum: todos nós os reconhecemos e podemos prever quando irão acontecer. Sabemos, também, como celebrá-los.
Existe, porém, um rito de passagem raramente abordado e, até onde sei, não celebrado. Ocorre quando descobrimos O Primeiro Pelo Pubiano Branco.
Ao contrário dos demais, este rito de passagem é sempre uma surpresa: nunca sabemos quando vai ocorrer. Ao contrário dos demais, sempre previsíveis, este rito não surge suavemente, mas sim, como uma erupção em nossas vidas. A um tempo tímido e ousado, choca quando nos damos conta de seu surgimento.
Chuveiros são um frequente local sagrado para a revelação do Primeiro Pelo Pubiano Branco, e o clima quente que impõe a mudança para maiôs apressam nosso despertar para este que é uma verdadeira ponte em direção à próxima etapa de nossas vidas.
Quase sempre, a chegada do Primeiro Pelo Pubiano Branco é alardeada por nosso espelho quando, ao nos olharmos nus diante dele, vemos que nosso mais íntimo adereço, antes de uma cor firme, agora perde sua lustrosa uniformidade. É só então que espionamos O Primeiro Pelo Pubiano Branco, firmemente acomodado dentro daquilo que costuma ser a própria imagem de nossa sexualidade.
Para as outras pessoas, a notícia é anunciada quando vamos à depilação. Maculadas e traídas, ouvimos: “Olha!Um pelo branco!” Mortificadas, olhamos estupefatas para o teto. Se surgisse em nossas cabeças, este mesmo intruso branco seria uma indicação para colorir os cabelos ou para
um novo corte. Mas – ?  Lá, bem no meio da privacidade entre nossas pernas? O que se espera de nós? Como lidar com isto? Será que O Primeiro Pelo Pubiano Branco é um prenúncio de que também nossa sexualidade está ficando grisalha?
Ao contrário dos demais ritos de passagem, não temos, por enquanto, nenhuma maneira aceita, consagrada, de marcar o evento do Primeiro Pelo Pubiano Branco. Talvez pudéssemos trocar pequenos presentes. Mas quais seriam eles? Talvez esteja na hora de programar um cruzeiro. Mas este rito de passagem é silencioso, discreto e acho eu, não pede nenhuma extravagância.
E também há a questão: a quem contar? Todos os demais ritos de  passagem são eventos públicos: convites são enviados e muitas ligações telefônicas se seguem. Mas este rito de passagem é privado.  A quem revelar: “Encontrei meu Primeiro Pelo Pubiano Branco”?
E quando? Num almoço? E, finalmente, de que jeito? Discretamente? Solenemente? Com um largo sorriso no rosto? Ou fazendo bico de  choro?
Alguma sugestão?

 

tradução: Anelise
foto banner: arte urbana

 

Sukie Miller, Ph.D., é norte-americana. Residiu em Nova York e na  Califórnia e mora atualmente em São Paulo, Brasil. Fundadora do Instituto para o   Estudo da Medicina Humanística, foi também uma das primeiras diretoras do Instituto  Esalen. Participou do desenvolvimento do campo de Educação Confluente e foi  membro de Diretoria do Instituto Jung de São Francisco, Califórnia, e do Conselho de Medicina do Estado da Califórnia (BMQA).
Sukie é autora de Depois da Vida: Desvendando a Jornada Pós-Morte, (Summus Editorial, 1997) e de Quando uma Criança Morre, (AXR Press, 2002).  A entrevista concedida por Sukie ao programa  de televisão a cabo Alternativa Saúde, apresentado por Patrícia Travassos, exibido
pelo canal GNT em setembro de 2010, rendeu sua inclusão na lista dos dez  melhores programas de televisão naquele ano.
Em São Paulo, Sukie mantém seu consultório de psicoterapia, realiza  supervisão de terapeutas e lidera seminários e grupos abordando diversos  assuntos.  Sukie Miller tem 72 anos e é Velha de Corpo.

 

 

 

The First Grey Pubic Hair

 

A rite of passage is a ceremony that marks important periods of transition in a person’s life.
Every culture has them. Every tribe has them, every family has them , and every individual has them. Studied, documented, compared, and analyzed, they reveal the workings of a people.
Rites of passage take many forms.
Some are traditions that are handed down to us through the ages. Examples of these are Baptisms, Bar Mitzvahs, first communions, wedding ceremonies, and funerals.
Key milestones in our lives are rites of passages, too.   We celebrate them atbirthday and wedding anniversaries, baby showers, and professional promotions and retirement parties.
Then there are those rites of passage that mark the acquisition of  knowledge. Falling under this category aregraduations, from nursery school  to kindergarten, from High School to college and the awarding of Licenses to practice law and
medicine.
Each rite of passage and every celebration of it has a designated time. Birthdays are on the day we were born,  Bar Mitzvahs
when a Jewish boy turns 13, babies are Baptized in the first weeks or months of life. The schools tell us when it is time to pass through its gateways. Common knowledge, we all know about these rites of passage and can predict when they are coming. We know, as well,   how to celebrate them.

There is, however, a rite of passage that is rarely discussed and, to my knowledge, never marked.  It occurs when we discover The First Grey Pubic Hair.
Unlike all others, this rite of passage is always a surprise:  we never know when it will occur. Unlike the predictable others, this rite doesn’t glide but rather erupts into our lives. Simultaneously shy and bold, it shocks us to attention.
Showers are a frequent sacred site for the unveiling of The First Grey Pubic Hair, and the warm weather switch to bathing
suits can hasten our awareness of   this bridge into a next phase of our lives.
Often the arrival of The First Grey Pubic Hair is heralded by our mirror when, standing naked before it, we see that our most
private solid colored patch has lost its sleek uniformity. It is then that we spy The First Grey Pubic Hair nestled into the flag of our sexuality.
For others the news is announced when we go for a waxing. Defiled and betrayed, we hear the words:  “Look! A grey hair!” Mortified, we stare wide-eyed at the ceiling.
If it appeared on our heads, that same grey
intruder would be a call to hair dye or a new hair do.  But there?  There in the privacy between our legs?  What is expected of us? How are we to deal with this?  Is The First Grey Pubic Hair a harbinger of the greying of our sexuality?

Unlike other rites of passage, we have no accepted, shared view of how to mark The First Grey Pubic Hair.
Perhaps small gifts should be exchanged. But what would they possibly be?
Perhaps it’s the time to book a cruise. But this rite of passage is a quiet one and doesn’t, I think, call for extravagance.

Then there is the question of who to tell?
All the other rites of passage are public events: invitations are sent and
phone calls made. But this rite of passage is private.  To whom do we reveal, “I have found The First Grey Pubic Hair?”
And when? Over lunch?And finally, how? Demurely? Solemnly? With a broad smile? A pout?
Any suggestions?

 

 

 

Sukie Miller, PhD, is a former New Yorker and Californian—who now lives in São Paulo,
Brazil. She was the founder of the Institute for the Study of Humanistic
Medicine and was an early director of the Esalen Institute. She was involved in
the development of the field of Confluent Education and is a former member of
the Board of the Jung Institute of San Francisco, California, and the Medical
Licensing Board of the State of California (BMQA). Sukie is the author of After
Death: Mapping the Journey (Simon and Schuster, 1997) and Finding Hope When a
Child Dies (Simon and Schuster, 1999).  In São Paulo, Sukie maintains a private psychotherapy practice, conducts supervision for therapists, and leads seminars and groups on various topics. The interview she gave to the Alternativa Saude program, presented by Patricya Travassos,
shown by GNT in July 2008, was named one of the ten best programs of the year.
Sukie Miller is 72 and Body-Old.

 

 

 

 

 

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A MALDIÇÃO DA AUTOAJUDA E O TAROT por Mirna Grzich

 

 

Autoajuda é uma palavra engraçada. Ela tem  a mesma maldição
da palavra nova era (embora as empresas de indústria pesada
adorem usar esse termo, pois já tem uma nova geração que não sabe
o significado  histórico)…

Eu como aprendi a não dar murro em ponta de
faca sigo meu caminho me reinventando, fugindo de definições, fazendo
a minha  síntese existencial e de serviço ao mundo. Mas fui desafiada
pelo forademim a  colocar isso em palavras, dando o sentido mais
adequado  e profundo. Então vamos  lá.

Autoajuda contém embaixo de sua umbrela, primeiramente,
o autoconhecimento, pois somos como uma cebola, temos varias
camadas (muitos  vivem apenas na casca), as camadas dos pensamentos
e emoções, da energia (tão bem trabalhada pela medicina oriental), da alma,
do espirito e do vazio. Autoajuda  também contém o ensinamento espiritual,
pois ele inspira, ensina a meditar, a  respirar, a entender como os cinco
elementos  se manifestam em nós… Autoajuda  às vezes fica bem esotérica,
criando mitos e rituais complexos… que servem  sempre para alguma alma
desejosa de experiências e fenômenos…Para os  livreiros e editores
Autoajuda é  uma categoria de mercado, um nicho onde  colocam tudo
acima e um pouco mais.

Ken Wilber

Mas a palavrinha é bem maldita para os  críticos e pessoal da mídia,
empacados que estão no nível verde da espiral da  consciência, tão bem
desenhada por Don Beck  e super utilizada por Ken Wilber em sua evolutiva
Teoria Integral. O  nível verde significa entender e lutar pela ecologia e a
sustentabilidade, ser  democrata, a favor das minorias, tudo legal mas …sem
nenhuma consciência  espiritual.

Os níveis que vêm depois, o amarelo (da individuação) e o turquesa ( a volta ao mundo depois de um retiro,
de um  sabático, para ser um bodhisatva,) já estão no nivel do SER, onde entra o espiritual, enquanto o
verde é o último nível do TER…

espiral dinamica

 

O Tarot

Osho

Em 82 fui para os EUA,  e vivi por um tempo na California, estudando e meditando.
Em Santa Cruz conheci  Ma Prem Sona, essa incrível Master of Tarot, segundo
Osho/Rajneesh, que na época  assombrava o mundo a partir de sua comunidade visionária
no Oregon. Ele adorava  seu Tarot e só jogava com ela.

Sona me reconheceu de  alguma forma e começou a me ensinar. Eu estava casada com um psiquiatra  americano e ela era nossa vizinha. Mas meu lado comunicadora nunca vislumbrou a possibilidade de atender, de trabalhar isso. Eu só pensava em música e em escrever. Três anos se passaram,  me separei e preparava a volta ao Brasil, quando Sona me disse na despedida que eu  estava pronta, que era uma mestra do Tarot. Mas ele ficou fechado mais de 20  anos…

Ao voltar ao Brasil, criei o programa de radio Música da Nova Era em várias
rádios  pelo Brasil  e me  radiquei em SP, estudando budismo tibetano com
Chagdud Tulku Rinpoche,  com  longos retiros também no Oregon.
E vieram a revista Meditação, o livro dos  Anjos, muitos eventos, e
o Tarot parado.

Em meados de 2011,  para ajudar uma amiga em crise, puxei o Tarot e de
repente,  tantos anos depois,  minhas mãos sabiam o jogo de um jeito mágico
e a informação  vinha da maneira  como a pessoa precisava ouvir. Isso se
repetiu  muito até eu decidir  atender  pessoas, numa noite em Belo Horizonte
onde me  comunicaram que eu tinha  mais de  50 atendimentos naquela
semana,  todos…Tarot.

Descobri que Sona  tinha falecido em meados de 2011, na India, e entendi
que algo  misterioso  estava acontecendo, pois cada leitura que faço é
um milagre  e uma descoberta.
Que  ajuda a pessoa a ver seu karma e dharma, a se conhecer em
profundidade,  a  entender seu caminho.

Sempre pensei que meu  caminho fosse a comunicação, mas agora percebo
que ele se torna  uma arte, um  cuidado com o outro, um processo de terapia.
Uma síntese, a minha síntese.
Entender  seu momento. Dar sentido a sua vida…Isso é autoajuda? Que seja!

 

 

Mirna Grzich é atriz, jornalista e terapeuta, trabalha há 30 anos com terapia humanística e transpessoal, ecologia e sustentabilidade.Criou o programa Música da Nova Era em várias rádios brasileiras. Editou por 5 anos  a revista Planeta Meditação
Realizou com o SESC SP a Imaginaria 95  (arte, ciência, economia e espiritualidade), e Encontros com Homens e Mulheres  Notáveis, com mestres de várias tradições.
Escreveu  Anjos (editora 3), O Livro da Meditação (editora Globo) e  Anjos  Agora (editora Leya), e lançou a coleção de 16 CDs Quem é Você.
Realiza palestras, atendimentos e workshops  pelo Brasil, facilitando a conexão interna, inspiração, motivação, criatividade  e ação no mundo com consciência.Ecumenica e estudiosa de várias tradições  espirituais, é iniciada no budismo tibetano. Terapeuta nata, sintetiza sua experiência e sensibilidade para  ajudar a acordar e  viver em plenitude.

Leitura de Tarot: 11 8136.5197

[email protected]

Imaginaria Cultural
skype:mirnagrzich
youtube: canal mirna grzich 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

02

AUTO LÁ por Luciana Penna

auto lá

curta-se, seja-se, flua-se, experimente-se, assuma-se, sustente-se, liberte-se,
explore-se, goze-se-se-se-SE. auto-auto-AUTO: preferiria não. foda-se,
pode ser. preferiria não: automassagem, auto reflexo, auto estímulo, auto
definição, close, 3×4, DDD, DDI, 05437-001.  eu me GPS, eu me
responsabilizo, eu me endosso, eu me acho, eu me subscrevo-me, eu me
CNPJ, eu me toda pessoa  autônoma, eu  me free-me, eu celular pessoal + 9,
eu me autoconfiguro assinatura  senha smtp  pop3 saída e-mail, eu me dieta
exclusiva, eu me  autossuficiente, eu me personal  trainer, eu me autoajuda,
eu me  S.O.S-me: preferiria  não. eu me  cartão  eletrônico, eu me crédito,
eu me  vendo-me,  espio-me, eu pro alto, eu bem  alto,  eu-me quem?  e eu eu
eu eu-euzinha  não me  aguento-me (eu me  preciso de  ajuda-lhe-se-nós-tu-vós-éNÓIZ-você).

programação neurolinguística, autossugestão, fita cassete no carro,meditação,
introspecção, cd, dvd faça você mesmo: autoconsciência, autoanálise, auto
exegese, automóvel. não-não-não-NÃO. sinais, faróis, luzes, internas, autorais,
automáticas, auto executáveis, naturais-inerentes-próprias do ser humano-um-
uma-só, eu superior: preferiria não. programa de contagem de pontos, diário
pessoal, autoexame, balança no banheiro, IMC. não, obrigada. obrigada não.
comprovante-eu-me-basto, eu me posso, eu me mereço, eu me autopromovo,
eu me leio, eu me autorretrato, eu me escrevo,  eu me devo, eu me devo muito,
eu me devo muito para caralho: preferiria não. eu me autossustentável, eu me
autocontrole, eu me autodefesa menos ainda. eu me oito-oitenta-me, pode  ser.

tudo eu, tudo eu exclusivo, tudo eu incluída, eu não me dou conta, eu  não
me bato no timo, eu não me rezo, eu não me ponho mão na consciência, eu
não  me suco de clorofila, eu não me planto, eu não me adubo, eu não me
ouço-me,  eu não me saio  do corpo, eu não me projeção astral, eu não me
abduzida, deus não  me fala comigo se eu quiser falar com deus, eu não me
muitas vidas passadas,  eu não me capto coisas,  eu não me
auto-anti-depressivo, eu não me auto-pai eu não me auto-minha-mãe,
eu não me auto-filho e nem muito  menos me auto- neto. meu sobrenome
não é só meu, eu não me autografo, eu não , eu hein?

não me delegue-me só. por favor, outras-palavras, outra-ajuda, mãe-ajuda,
pai- ajuda, tio-ajuda, vó-ajuda, amiga-ajuda, prima-ajuda, madrinha-ajuda,
neguinho-ajuda, deus-ajuda, alguém ajuda, por favor?  anjo da guarda
preferiria  sim. cafuné sim. pedir ajuda sim. amor-amor-amor-sim.
pessoa-criança-moça- mulher-velha-cuidada sim.  gente é para  brilhar
sim. sim, sim, sim, SIM: gostaria sim. autópsia não, preferiria não.

 

 

 

Luciana Miranda Penna é das palavras e dos felinos. No momento, roteiriza Orlando, de Virginia Woolf para Grafic Novel; Uma aprendizagem ou
livro dos Prazeres
, de Clarice Lispector, para longa-metragem. Seu primeiro
romance Viagem a Casa da Mãe Joana, selo Edith, está no prelo.

 

foto: Eduardo Muylaert

 

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A AUTOAJUDA DO JIN SHIN JYUTSU por Iole Lebensztajn

 

Quando detectamos que algo não vai bem na nossa vida ou no nosso corpo,
o mecanismo de reparação deveria nascer dentro de nós mesmos, através
da mobilização dos   nossos próprios recursos ou da busca de ajuda de alguém
competente para isso. Talvez esse seja a essência da ideia da autoajuda.
Ou seja  chamar um encanador quando algum cano da minha casa
não funciona  como deveria, é uma forma de cuidar do meu próprio bem-estar.
Assim como escovar  os dentes é uma forma de cuidar da minha saúde bucal
que,  exceto em casos de crianças  pequenas ou outras situações de
dependência, deve ser assumida como responsabilidade  pessoal e
intransferível.

Nós, seres humanos precisamos ter como objetivo  crescer em  autonomia.
Dai o conceito de autoajuda, o cuidar de si mesmo.
No entanto,  é preciso reconhecer que essa autonomia é relativa.
Afinal nenhum homem  é uma  ilha.

Assim, ajudar a mim mesma não deve ser encarado como  uma ação egoista,
mas sim como possibilidade e até o dever de ocupar-me de mim  mesma.
Cuidar da minha saúde, do meu bem-estar é minha responsabilidade. Caso
contrário, vai sobrar para alguém, que pode ser parente, amigo, o Estado…

O Jin Shin Jyutsu Fisio-Filosofia ensina que,  para que eu possa me  ajudar,  preciso me conhecer e para isso, eu preciso me perceber, me entender,ou seja,  tomar conta de mim. Ao me perceber sei o que me faz bem e o que me  causa desconforto.  A partir daí tenho a oportunidade de  escolher o que é aceitável e o que é inaceitável  para mim, sem me submeter a pessoas e situações que me causem algum dano. Fácil, não é? Nem sempre.
Na vida vamos colecionando alguns hábitos,  padrões, condicionamentos,
vícios, carências,  pontos cegos que nos tiram a  liberdade de fazer escolhas
alinhadas com  o que nos é  verdadeiro, essencial e  benéfico. Vide nossas
relações,  nossos hábitos  alimentares, etc.

Jin Shin Jyutsu é uma Fisio-Filosofia, isto é, uma filosofia prática, uma arte
de harmonização da energia vital que consiste em várias seqüências de toques
com as mãos em determinadas áreas do corpo onde essa energia se
concentra  e pode, quando em desarmonia se estagnar.
As seqüências são simples e diversificadas e  podem ser  auto-aplicadas  a
qualquer hora  ou lugar, e foram idealizadas de acordo com a necessidade
e  conveniência do momento.

Jiro Murai

Concebido no início do século XX, no Japão, pelo  mestre Jiro Murai, este conhecimento  foi trazido  por sua aluna Mary Burmeister, do Japão para os Estados Unidos nos anos 50.  Desde 1990, esta arte tem sido  ensinada e praticada no Brasil por um número crescente de pessoas.

Mary Burmeister

Um dos focos importante nesta Fisio-Filosofia é nossa forma, muitas vezes inconsciente  e automatizada  de  reagirmos à vida. No JSJ estas formas de funcionamentos  são chamadas de atitudes.

Segue abaixo a descrição rápida das  5 atitudes  básicas e  como harmonizá-las. Simplesmente  segure envolvendo com uma das mãos, cada um dos dedos  da outra mão, isoladamente (direita ou esquerda, tanto faz).

  1. Preocupação, Ansiedade                                            Polegar
  2. Medo, insegurança                                                      Indicador
  3. Raiva, Irritação, Indecisão, Preguiça                          Médio
  4. Tristeza, Pesar, Imaturidade                                      Anular
  5. Esforço excessivo, Tentar ser o que não sou            Mínimo
                                                     

 

 

 

Iole Lebensztajn é brasileira formada em Medicina pela Universidade de
São Paulo. Desde a faculdade buscava práticas que promovessem a cura
de forma  mais sutil, profunda, integrada, tornando cada um ativamente
responsável pela  própria saúde.
Estudou várias técnicas, até que, em 1990, ao participar de um  Seminário
Básico de Jin Shin Jyutsu, no Brasil encontrou o que procurava nesta
Fisio-Filosofia.Desde então, dedica-se exclusivamente a  aplicar e ensinar
a Arte. Mantém consultório em São Paulo e é autorizada pela  JSJ, Inc.
para ministrar Cursos e Seminários de Jin Shin Jyutsu no Brasil e em
todo o mundo.

http://www.jsjbrasil.com.br

sergio klepacz -baloes (5)

OXITOCINA, O HORMÔNIO DO AMOR por Sergio Klepacz

 

Oxitocina , o hormônio do amor e da confiança

A oxitocina é um dos  hormônios que vem ganhando destaque na mídia
devido a sua  importância na modulação de sentimentos nobres tais como
confiança e amor.
Ela é uma molécula complexa produzida pela parte anterior da hipófise,
glândula  situada na base do cérebro. Nesta mesma área é produzido um outro
hormônio chamado  de vasopressina ou hormônio anti-diurético , que parece
também influenciar o comportamento  humano em termos de relacionamento interpessoal.

 

A oxitocina age em várias partes do organismo, sendo o seu primeiro uso
terapêutico como  auxiliar do trabalho de parto, devido a sua ação específica
nas células do útero,  ajudando a contração das mesmas . Com o tempo as
pesquisas foram mostrando um aspecto bem mais  fascinante,  que se refere a
influência que ela exerce sobre os sentimentos envolvidos no  relacionamento entre as pessoas .

Assim que a  criança vem ao mundo,  o corpo e o cérebro  dos genitores,
numa primeira visão deste ser, recebem uma inundação de oxitocina,
marcando para sempre este relacionamento.

É interessante se  observar a força deste primeiro impacto, quando lemos
noticias  sobre crianças  trocadas em maternidades , e o quanto é trabalhoso
retornar as  crianças às famílias  originais.

Recentemente uma  verdadeira enxurrada de trabalhos científicos vem
demonstrando  o envolvimento  da oxitocina em várias doenças psiquiátricas
ou não, e até na sexualidade.

Um dos trabalhos mais interessantes que já li sobre o tema  foi feito dosando
os níveis de oxitocina, em  alguns casais de voluntários. Nos mesmos foram
provocados uma ferida de  tamanho padrão e a cicatrização foi analisada
dia após dia.  Os casais com  maiores concentrações de oxitocina circulante,
e portanto os que  mais se  amavam, tiveram maior velocidade de cicatrização
das respectivas feridas.

Entre as doenças psiquiátricas mais estudas, quanto ao aspecto da
participação  da  oxitocina,  foram : a esquizofrenia, o autismo, a
dependência  de drogas,  as fobias  sociais, anorexia  nervosa , as alterações
afetivas , e os  distúrbios sexuais .

Em alguns casos, como no autismo, o usa da oxiticina já pode ser considerado
uma  terapêutica  válida, e  outros trabalhos científicos precisam  ser realizados
para que  possam se  consolidar novos  usos.

Outro aspecto muito interessante a ser considerado é a ligação do gene da
vitamina A  com a  oxitocina , que parecem funcionar em sincronismo.
No passado muitos estudos  tentaram estabelecer o autismo, como uma forma
de hipovitaminose A, e hoje  são  necessárias mais pesquisas cientificas
no intuito  de analisar o  impacto  do uso de bloqueadores da vitamina  A
(como a isotretinoina , usado no tratamento da acne),  no sistema oxitocinoco.

 

 


Sergio Klepacz
, nasceu em  30 de Julho de 1956 em São Paulo. Formado pela Faculdade de medicina da PUCSP em 1980.Especialista em psiquiatria pela Faculdade de ciências médicas da Santa Casa de São Paulo em 1983.Mestre em psicofarmacologia pela Unifesp 1987 , apresentou a tese sobre o efeito do litio no humor de voluntário saudaveis.
Médico do hospital Samaritano de SP.Pós graduação senso Latu em medicina ortomolecular em 2003.Bacharel do notorio saber em ciencia ortomolecular pela A.M.B.O.
Autor dos livros : “ Uma questão de equilibrio” , “ Equilibrio hormonal e qualidade de vida”  e “ O sutil desequilibrio do estresse”

 

www.totalbalance.com.br