Arquivo da tag: bienal de veneza

O joelho e o milho e as provocações e penitências de Maurizio Cattlelan

“Aclamado como provocador, brincalhão, e um poeta trágico dos nossos tempos,o italiano Maurizio Cattelan criou algumas das imagens mais marcantes da arte contemporânea recente.  Seu material de trabalho  varia amplamente: da cultura popular, história e religião à uma meditação sobre o ser que é ao mesmo tempo bem-humorada e profunda.  Trabalhando em uma veia que pode ser descrito como hiper-realista, Cattelan cria esculturas  que revelam as contradições no cerne da sociedade de hoje.  Embora ousado e irreverente, o trabalho também é muito sério em sua crítica mordaz de autoridade e abuso de poder.

 

Os gestos audaciosos e desrespeitosos  de Cattelan , por vezes, assumiram o  roubo como   atividade criativa,  mesmo a abertamente criminosa. Para uma exposição na Appel s em Amsterdã, ele roubou todo o conteúdo de outro  artista de uma galeria próxima, com a idéia de passá-lo como seu próprio trabalho. A polícia insistiu  para que ele retornasse o saque, ameaçando-o   de prisão.”

another fucking readymade

 

Outros trabalhos polêmicos de Cattlelan passam pela crucificação de um galerista com fita metálica,

Um Hitler penitente

o papa atingido por um meteóro

la nona ora

 

e a morte.

Suas obras se encontram nas mais famosas  galerias de arte ao redor do mundo  e ele  teve um destaque no pavilhão da Itália na Bienal de Veneza de 2011.

 

fonte: www.guggenheim.org/all

Metrô e os animais que nos habitam

Metrô – Trabalho de Alessandro Gallo no pavilhão italiano da Bienal de Veneza.

 

Três metros lineares  e vinte e um personagens enfileirados, capturados no dia a dia na northern line do metro de Londres.

Gestos, roupagens  e uma psicologia  sutil em cada um  deles.Como se o mais interno, o segredo pessoal que deveria ficar oculto, se revelasse  numa face animal que só é vista pelo outro.

Impossível não reconhecer o  vizinho, a amiga,  o marido, o chato  ou  a si próprio.

Divertido e tecnicamente muito bem resolvido.

 

 

Tabaimo e sua sopa em Veneza

 

TABAIMO: teleco-soup

O provérbio chinês “Uma rã num poço não pode conceber o oceano“-   acrescentada do adendo japonês- “mas conhece a amplitude do céu” , traduz a estrutura  do  belíssimo trabalho de TABAIMO, no pavilhão japonês da Bienal de Veneza.

Esta é uma metafora  direta da condição do  Japão, uma pequena ilha com costumes próprios, em contato com a globalização.O fenômeno agora é conhecido como Síndrome de Galápagos, já que a pesquisa de Darwin,  mostrou  que um meio ambiente tão  particular como a ilha,  ofereceu condições  para a evolução de algumas especies só encontradas lá.

Composta de espelhos ,vídeo e uma escultura,  esta instalação multimídia  cria um ambiente que nos circunda com  imagens poéticas arrebatadoras, que  falam sobre o dentro e o fora, o conteúdo e o continente, o eu  e o mundo.

 

 

Achei um video que dá para ter uma ideia do trabalho dele na Bienal