Arquivo da tag: cérebro

OXITOCINA, O HORMÔNIO DO AMOR por Sergio Klepacz

 

Oxitocina , o hormônio do amor e da confiança

A oxitocina é um dos  hormônios que vem ganhando destaque na mídia
devido a sua  importância na modulação de sentimentos nobres tais como
confiança e amor.
Ela é uma molécula complexa produzida pela parte anterior da hipófise,
glândula  situada na base do cérebro. Nesta mesma área é produzido um outro
hormônio chamado  de vasopressina ou hormônio anti-diurético , que parece
também influenciar o comportamento  humano em termos de relacionamento interpessoal.

 

A oxitocina age em várias partes do organismo, sendo o seu primeiro uso
terapêutico como  auxiliar do trabalho de parto, devido a sua ação específica
nas células do útero,  ajudando a contração das mesmas . Com o tempo as
pesquisas foram mostrando um aspecto bem mais  fascinante,  que se refere a
influência que ela exerce sobre os sentimentos envolvidos no  relacionamento entre as pessoas .

Assim que a  criança vem ao mundo,  o corpo e o cérebro  dos genitores,
numa primeira visão deste ser, recebem uma inundação de oxitocina,
marcando para sempre este relacionamento.

É interessante se  observar a força deste primeiro impacto, quando lemos
noticias  sobre crianças  trocadas em maternidades , e o quanto é trabalhoso
retornar as  crianças às famílias  originais.

Recentemente uma  verdadeira enxurrada de trabalhos científicos vem
demonstrando  o envolvimento  da oxitocina em várias doenças psiquiátricas
ou não, e até na sexualidade.

Um dos trabalhos mais interessantes que já li sobre o tema  foi feito dosando
os níveis de oxitocina, em  alguns casais de voluntários. Nos mesmos foram
provocados uma ferida de  tamanho padrão e a cicatrização foi analisada
dia após dia.  Os casais com  maiores concentrações de oxitocina circulante,
e portanto os que  mais se  amavam, tiveram maior velocidade de cicatrização
das respectivas feridas.

Entre as doenças psiquiátricas mais estudas, quanto ao aspecto da
participação  da  oxitocina,  foram : a esquizofrenia, o autismo, a
dependência  de drogas,  as fobias  sociais, anorexia  nervosa , as alterações
afetivas , e os  distúrbios sexuais .

Em alguns casos, como no autismo, o usa da oxiticina já pode ser considerado
uma  terapêutica  válida, e  outros trabalhos científicos precisam  ser realizados
para que  possam se  consolidar novos  usos.

Outro aspecto muito interessante a ser considerado é a ligação do gene da
vitamina A  com a  oxitocina , que parecem funcionar em sincronismo.
No passado muitos estudos  tentaram estabelecer o autismo, como uma forma
de hipovitaminose A, e hoje  são  necessárias mais pesquisas cientificas
no intuito  de analisar o  impacto  do uso de bloqueadores da vitamina  A
(como a isotretinoina , usado no tratamento da acne),  no sistema oxitocinoco.

 

 


Sergio Klepacz
, nasceu em  30 de Julho de 1956 em São Paulo. Formado pela Faculdade de medicina da PUCSP em 1980.Especialista em psiquiatria pela Faculdade de ciências médicas da Santa Casa de São Paulo em 1983.Mestre em psicofarmacologia pela Unifesp 1987 , apresentou a tese sobre o efeito do litio no humor de voluntário saudaveis.
Médico do hospital Samaritano de SP.Pós graduação senso Latu em medicina ortomolecular em 2003.Bacharel do notorio saber em ciencia ortomolecular pela A.M.B.O.
Autor dos livros : “ Uma questão de equilibrio” , “ Equilibrio hormonal e qualidade de vida”  e “ O sutil desequilibrio do estresse”

 

www.totalbalance.com.br

 

 

 

 

O falso pacto do Led Zepellin com o demônio ou de como o cérebro trapaceia nossos sentidos

Simon Singh  é autor, jornalista e produtor de TV especializado em ciências e matemática. E acima de tudo um questionador.

Neste vídeo de uma forma pitoresca, ele nos mostra como o cérebro anseia por preencher lacunas e tornar um conteúdo bizarro em algo  compreensível, mesmo que  isto tenha que ser feito em cima de dados falsos e ideias pré concebidas.

Ele toca uma música muito conhecida do Led Zepellin, “Starway to heaven”, de trás para frente e questiona a pláteia sobre a possibilidade de ter reconhecido algumas palavras e frases. Quase ninguém reconhece o conteúdo, parece mais uma voz embolada.  Volta a apresentar a música, novamente de trás pra frente ,  agora com um texto em que se pode ler as frases que estão  sendo ouvidas. E incrivelmente vamos ouvindo o que certamente não está lá.

O video está em inglês, mas com esta pequena orientação todo mundo vai entender o significado do experimento.

Por conta disso, podemos deduzir a série de vieses e distorções produzidos  pelos cientistas  que ao fazer  uma pesquisa,  já supõe certos resultados e  portanto vão ver ou ouvir efeitos  que se encaixem no  perfil concebido  e atendam as expectativas previamente estabelecidas.

 

para quem, como eu, ficou com saudades da música