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O fotógrafo Helmut Newton

“Qualquer fotógrafo que afirma não ser um voyeur é ou um estúpido ou um mentiroso”       Helmut Newton

 

Helmut Newton nasceu em Berlim, em 1920.  E já aos  12 anos, quando ganhou sua primeira câmera, sonhava em se tornar fotógrafo da Vogue.

Judeu, fugiu de seu país em 1983 para escapar da perseguição nazista.Em 1946, inaugurou seu primeiro estúdio fotográfico e deu início ao seu relacionamento com a moda. Seu casamento veio um ano depois, quando fotografou a jovem modelo June Brunell, que viria a se tornar June Newton.

 

Helmut Newton morreu num  acidente de carro na Califórnia, em 2004. June foi companheira e assessora do marido e esteve sempre presente no seu trabalho, registrando os bastidores.Atulamente ela é a grande responsável pela perpetuação de sua memória, e da fundação que leva o seu nome.

 

Referências:

http://www.helmut-newton.com/helmut_newton/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Helmut_Newton

 

19a. edição – O ESPELHO

Chegamos a 19a. edição, O ESPELHO.

Criamos um caleidoscópio mágico, multidisciplinar, refletindo a beleza e diversidade de pensamento e da arte, na nossa contemporaneidade.
Débora Tabacof, Marjorye Marge, Adriana Peliano, Gica Yabu, Cynthia Garcia, Brenda Gottlieb e fotos de Flávia Cirne. E mais, trabalhos de Olafur Eliasson, Helmut Newton e Iberê Camargo. E muita Alice, como pede um espelho.
Na barra vermelha, abaixo na home do site, estão os links para as edições anteriores.

Visitem, compartilhem. Inspirem outros reflexos.

O objeto de desejo sob três pontos de vista por Xico Sá

 

 

O objeto de desejo sob três pontos de vista

 

1) Com as lentes de Helmut Newton

Meus olhos para você são as lentes de Helmut Newton,
quando miro os teus passos, botas, chapéu, sobretudo, me sinto com a câmera de
Helmut Newton, a lhe mostrar para o mundo, os olhos das fêmeas & machos,
você no espelho, como naquelas clássicas para a Vogue, minhas retinas a
dissecá-la,  cada gesto, elipse, cada  pose.

 

 

2) Com a ajuda de Manuel Bandeira

Das lições da anatomia, essa é uma das mais belas.
Aqueles ossinhos prontos a receber, como recitaria Manuel Bandeira, sabonetes
Araxás. As lindas moças dos sabonetes Araxá. Ali guardamos também nossos
desejos ensaboados, aqueles desejos que ainda carecem da mínima convicção, mas
logo logo nos pões caídos aos vossos pés, devidamente abaixados.

 

3) Em desobediência a Dorival Caymmi

Nada de acreditar  nessa historinha de “você já é bonita com o que Deus lhe deu!” Dorival Caymmi,  saravá meu pai!, é uma beleza de homem, sábio, mas esse verso, aqui neste catecismo, não soa bem aos ouvidos. Pinte esse rosto que eu gosto e que é só seu. Com todos aqueles lápis que lhe fazem uma criança brincando de colorir o  desejo.

 

 

Xico Sá, escritor e jornalista, é autor de “Modos de macho & Modinhas
de fêmea” (ed.Record 4a. edição) e “Chabadabadá – aventuras e desventuras do
macho perdido e da fêmea que se acha” (Record, 3a. edição)
Escreve crônicas diariamente no seu blog https://xicosa.blogfolha.uol.com.br/

 

 

 

 

foto banner: lago de las nimphas por Ben Goossens