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MARINHAS por José Guyer Salles

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                                                     Aquarelas -Marinhas por  Guyer Salles


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José Guyer Salles nasceu em São Paulo em 1942. Entre 1962/64, frequentou os cursos livres da FAAP onde aprendeu pintura com Nelson Nóbrega e gravura com Marcelo Grassman. Estudou pintura com Glenio Bianchetti e gravura com Babinski na UNB. Frequentou a Nugrasp em São Paulo, dirigido por Izar do Amaral Berlinki.
Viajou para Nova York em 1970,  com bolsa de estudos no Pratt Graphics Center. Permaneceu nessa instituição como professor até 1975. Foi professor de gravura no Art Barn em Connecticut e no Westchester Art Center. Residiu em Nova York até 1984. Nesse periodo importou a primeira prensa para gravura em metal com controle micrometrado que depois veio a ser reproduzida no Brasil e é até hoje modelo de qualidade.
Fundou a “Oficina de Gravuras 76 Ltda.” em São Paulo. Reuniu os melhores gravadores de São Paulo e imprimiu gravuras, popularizando essa arte vendendo para hotéis e empresas edições fechadas. Introduziu a arte da gravura para vários artistas que passaram a usar essa técnica como meio de expressão de sua arte.  Trabalhou como curador na Secretaria de Cultura de Itapecerica da Serra – SP
2008 – Exposição Itinerante “Gravuras e Aquarelas de GUYER SALLES” organizada pelo SESI
2010 – Organizou juntamente com os artistas gravadores Angelita Cardoso e Cesar Nogueira o atelier “Aquaforte” dedicado a gravura em metal e aquarela.
2013 – Professor de aquarela na “A Casa do Artista” – Jardins SP

guyersalles.wordpress.com

 

 

 

AZUIS – 21a. Edição

As placas com o nome de rua são azuis; as mais antigas, azul da Pérsia, as mais novas, azul real. A antena da avenida paulista é azul neon, a sandália havaiana é azul Klein. Yves Klein era artista, francês e se interessava pela teoria das cores. Queria contrariar Aristóteles, cor não é física é espectro é luz, mas Goethe e Da Vinci já tinham dito tudo isso.

Yves Klein

Meio narcisista, batizou o pigmento com o seu nome, International Klein blue, como hoje batizamos com nossos nomes los astros que tiritam azules a los lejos. Já pensou em dar uma estrela à alguém?
Azul da china, azul egípcio, azul provence, azul maya, azul da prussia. A cor do jeans é indigo; o firmamento,  just blue.  Blue é o azul psíquico, a melancolia,  a tristeza da alma.  Em português, “tudo azul” é estar bem, já em alemão “blau werden” significa “ficar azul”, que é o mesmo que estar bêbado. Blues era o que a Amy cantava. Azul marinho é o mar que nunca se cansa, turquesa é o azul que quase quer  ser verde.

Abrilhantam esse AZUIS convidados especiais : Nick Selway, fotógrafo consagrado que nos enviou direto do Haway ondas incríveis; Guyer Salles e suas belas aquarelas maritimas; Carlos Neves e o que um Van Gogh é capaz de provocar; Eliete Negreiros e deliciosos azuis musicais e o  Triste de Alberto Pereira Lima. Ainda : Jodhpur, Picasso, Sandra Cinto e também O tapa da luva, meu  pequeno conto.

Mergulhem prazeirosamente nessa edição !

 

foto banner: Andrey Narchuk