Arquivo da tag: silêncio

quando o dia declina – série silêncio – Julia Kater

Não disse com palavras, da série Silêncio, 2010
Políptico ( 4 fotografias 90x 60 cm cada)
Recorte e colagem de fotografia

 

 

 

 

 

http://www.juliakater.com

 

Julia Kater(1980, Paris, França)

Vive e trabalha em São Paulo.

Formada em Fotografia pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP). Desde 2006, faz acompanhamento de projetos artísticos com os artistas Albano Afonso e Sandra Cinto, no Ateliê Fidalga, em São Paulo. A artista participa regularmente de coletivas no Brasil e no exterior, entre as quais se destacam a mostra Natureza no Projeto Tripé (Sesc Pompéia, 2009), as coletivas Ateliê Fidalga no Paço das Artes (Paço das Artes, 2010), Incompletudes (Galeria Virgílio, 2010), Projeto Dobradiça (2010) e na SP-ARTE com o site specific,no pavilhão da Bienal (São Paulo, 2010). Em 2011 participou da exposição coletiva Idioma Comum, na Fundação PLMJ (Lisboa, Portugal, 2011) e Changes, no Banco Mundial, Washington (EUA).

Som, ruído e silêncio por John Cage.

John Cage nasceu em 1912 e foi músico, compositor e poeta. Vanguardista bem humorado, elevou à categoria de música, o ruído e o silêncio. Nos anos 40, ele se submeteu a um experimento numa camara aneóica, uma estrutura totalmente a prova de som, dentro da universidade de Harvard. Buscando ouvir o silêncio absoluto, conta o que encontrou: “Ouvi dois sons, um alto e um baixo. Quando os descrevi ao engenheiro de som, ele me informou que o som alto era do meu sistemanervoso, e o baixo o meu sangue em circulação.”

Depois disto escreveu 4’33’’ , talvez sua peça mais conhecida, uma obra em 3 tempos em que o silêncio, a audiência e o ambiente , produzindo ruídos ao acaso, como tosses, movimentos nas cadeiras, aviões passando, escrevem a partitura desta obra, diferente a cada execução. Ela pode ser executada por qualquer instrumento e estreou ao vivo em 1952.

No link abaixo, considerado um dos 10 mais importantes vídeos de musica clássica pelo WeShow Awards US Edition, a execução do 4’33’’. Vale conferir o desconforto e a tensão da platéia, as páginas virando entre os movimentos e o derradeiro aplauso.

De fato uma experiência de desconstrução do nosso conceito de música.

John Cage fala sobre silêncio e ruído e música e risadas. Infelizmente a versão traduzida frequentemente apresenta erro. Segue em inglês.